sexta-feira, 3 de abril de 2015

CRISTO RESSUSCITOU!



FELIZ PÁSCOA!

O sol nasceu! É um novo dia
Bendito seja Deus, quanta alegria.


Meu irmão e minha irmã, “este é o dia que o Senhor fez para nós. Alegremo-nos e nele exultemos”. A força de Deus Pai se manifestou. Cristo ressuscitou! É Páscoa, é passagem da morte para a vida. Com estas palavras de esperança quero felicitá-los com uma saudação pascal e, ao mesmo tempo, retomar o meu blog que há um bom tempo esteve parado devido aos problemas de saúde que enfrentei. Agora, um pouco melhor, continuo o meu tratamento na cidade de Piracicaba onde colaboro no trabalho pastoral na Paróquia Imaculado Coração de Maria.

Com a Campanha da Fraternidade deste anocom o tema: “Igreja e Sociedade” e o lema: “Eu vim para servir” (Mc 10,45), a Igreja deseja “aprofundar, à luz do Evangelho, o diálogo e a colaboração entre a Igreja e a Sociedade propostos pelo Concílio Vaticano II, para melhor servir ao povo brasileiro no atual momento e contribuir com a construção do Reino de Deus”.
As alegrias e esperanças, as tristezas e as angústias dos homens e mulheres de hoje, sobretudo, dos pobres, são também as alegrias e esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo” (Constituição Pastoral Gaudim et Spes, n. 1).
“Eu vim para servir” é a resposta de Jesus aos discípulos quando se perguntavam quem seria o maior, o primeiro dentre eles. Foi uma oportunidade para Jesus lhes dar uma lição sobre o poder como serviço (Mc 8,34-35). Jesus veio não para ser servido e sim para servir e dar a vida pela salvação de muitos. A missão da Igreja é evangelizar, que implica também libertar as pessoas de situações de exclusão e injustiça que atentam contra a dignidade da pessoa humana e o bem comum.

         A ALEGRIA DO EVANGELHO enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus. Quantos se deixam salvar por Ele são libertados do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento. Com Jesus Cristo,
renasce sem cessar a alegria. (Evangelii Gaudiun n.1) . O Papa Francisco nos desafia a deixarmo-nos contagiar pelo Cristo ressuscitado.
  • “Há cristãos que parecem ter escolhido viver uma Quaresma sem Páscoa” (n. 6).
  • “Um evangelizador não deveria ter constantemente uma cara de funeral” (n. 10).
  • “Aos sacerdotes, lembro que o confessionário não deve ser uma câmara de tortura, mas o lugar da misericórdia do Senhor que nos incentiva a praticar o bem possível” (n. 44).
  • “A Eucaristia (...) não é um prêmio para os perfeitos, mas um remédio generoso e um alimento para os fracos” (n. 47).
  • “Muitas vezes agimos como controladores da graça e não como facilitadores. Mas a Igreja não é uma alfândega; é a casa paterna, onde há lugar para todos com a sua vida fatigante” (n. 47).
  • “A psicologia do túmulo (...) pouco a pouco transforma os cristãos em múmias de museu” (n. 83).
  • "Uma das tentações mais sérias que sufoca o fervor e a ousadia é a sensação de derrota que nos transforma em pessimistas lamurientos e desencantados com cara de vinagre" (n. 85). 
  • “Deus nos livre de uma Igreja mundana sob vestes espirituais ou pastorais!” (n. 97).
  • “Sonho com uma opção missionáriacapaz de transformar tudo, para que os costumes, os estilos, os horários, a linguagem e toda a estrutura eclesial se tornem um canal proporcionado mais à evangelização do mundo atual que à autopreservação.” (n. 27)

Meu irmão e minha irmã com a força do Cristo ressuscitado, encantado com o Evangelho da Alegria e a proclamação do Ano da Misericórdia pelo Papa Francisco desejo à vocês muita esperança para continuarmos a nossa missão de Evangelizadores.

joaobortoloci@bol.com.br

sexta-feira, 6 de junho de 2014

SER MISSIONÁRIO, UM PRESENTE DE DEUS



já faz cinco anos que estou aqui em Yaoundé, capital dos Camarões. Vim aqui para terminar minha formação de base em teologia. Já é tempo de partir e abraçar uma nova missão. Confesso que estou com o coração na mão, mas faz parte da vocação do missionário: ter um coração sem fronteiras, elástico, que sofre  a cada "adeus" e que sorri a cada "prazer em conhecê-lo". Foi o Senhor quem me enviou aos Camarões, quero agradecê-lo por alguns presentes que ganhei, eis alguns que devo carregar sempre comigo, na minha mochila de missionário:
Os braços abertos dos meus irmãos xaverianos que me acolheram e me ajudaram a dar passos importantes na minha formação missionária. eles vem dos quatros cantos do mundo. Não é sempre fácil viver juntos, com tantas diferenças, mas aprendemos que o amor de Cristo nos une em uma verdadeira família à serviço da Missão.
O sorriso acolhedor do povo camaronês. Muitos me acolheram como filhos, um irmão, um amigo. Tive que aprender muita coisa, como uma criança; aprender a falar, a comer, a dançar, a rir, a estudar, a rezar de uma maneira nova. nem sempre consegui, às vezes julguei sem conhecer, às vezes me considerei superior, às vezes perdi a paciência...mas eles me perdoaram, me deram sempre uma nova chance. 
Uma fé renovada que me ensinou descobrir Jesus no rosto e na cultura de cada irmão. É muito lindo reaprender a rezar. Trabalhei dois anos na prisão central de Yaoundé e a cada conversa eu descobria uma palavra nova de Cristo, dirigida a mim mesmo, a partilhar com os outros.
Um sustento todo novo da família, dos amigos, da paróquia e dos xaverianos que ficaram no Brasil e de uma maneira toda especial dos meus pais e meus irmãos. O amor, a fé e a participação de todos vocês á missão são força da ação missionária que se realiza em todos os cantos deste mundo. 
É uma graça ser missionário, um presente de Deus. Aprendemos, como São Guido, a procurar, amar e encontrar Cristo em tudo e em todos. Vemos Deus no meio do mundo e o mundo no coração de Deus. Descobrimos a cada instante que o Reino está lá crescendo como grão de mostarda. Que a luz é bem mais forte que a escuridão. E que a vida já venceu a morte.
O Senhor chama a todos nós a espalharmos seu Evangelho de vida e alegria onde persistem a morte e tristeza. Mas Ele chama alguns a fazê-lo além das fronteiras da própria cultura.
 Jovens, coragem! Não só o Brasil, mas o mundo precisa da fé e do sorriso de vocês. Assim, aos poucos, fazemos do mundo uma família ao lado do Pai.
 Para continuar vivendo este ideal, serei ordenado presbítero dia 09 de agosto, as 16 horas, em Sumaré SP, e assim prosseguirei vivendo o presente de ser missionário a serviço do Reino de Deus.
Adriano Cunha Lima sx








Fonte: Revista Famíla Xaveriana mês junho-agosto 2014

QUATRO PALAVRAS DO MISSIONÁRIO


Quando começamos os estudos da língua tailandesa, no primeiro dia de aula, a professora nos ensinou quatro palavras muito importantes que iriam nos acompanhar durante todo o período de aprendizagem desta língua, ou seja: fan didi(escutar bem), du didi(ver bem), kít didi(pensar bem), e finalmente pût dan dan(falar alto). Estas palavras me ajudam a partilhar um pouco do meu ministério missionário Tailândia.
Escutar bem
 A primeira coisa que o missionário é chamado a fazer, entrando em uma nova terra, é colocar-se a escuta do povo que o acolhe. Este processo, difícil e delicado, é essencial para uma inserção verdadeira e adequada na vida deste povo. 
Desde que chegamos a Tailândia estamos procurando escutar através de encontro e diálogos com religiosos e religiosas que aqui trabalham a vários anos. Mas, sobretudo, a relação cotidiana com amigos e amigas, leigos e leigas tailandeses nos ajuda a escutar e a acolher o vento impetuoso que o Espírito sopra nesta terra. 
Se a atitude de escuta não é nada fácil, escutar em outra língua é uma dificuldade ainda maior. O idioma tailandês (que possui caráteres próprios, 44 consoantes, 32 vogais e 5 tons diferentes) se apresenta como um grande desafio, mas é fascinante devido à beleza que ele possui. Muitas vezes os obstáculos da língua e as dificuldades em escutar são superados através de um gesto de amizade, gentileza e cordialidade.
Ver Bem
O missionário é chamado a olhar ao seu redor para compreender melhor o "universo cultural" que o circunda. As nossas atividades pastorais, na paróquia e nas periferias - que se desenvolvem em colaboração com as irmãs Xaverianas e os padres do PIME - são para nós oportunidades de ampliar a nossa visão e alargar os nossos horizontes. 
Um olhar atento nos leva a dotar gestos e atitudes, cheios de valores e significados, que caracterizam o povo com o qual vivemos. Por exemplo, aqui na Tailândia antes de entrar na casa de outra pessoa, ou na própria casa, é preciso tirar os chinelos ou os sapatos como sinal de respeito e cortesia. Também o modo de cumprimentar, unindo as mãos e fazendo uma reverência, exprime atenção e gentileza. 
Olhando à nossa volta, nos deparamos também com problemas que são verdadeiras feridas na sociedade tailandesa, como por exemplo: a prostituição e o fenômeno da imigração.  O olhar do missionário, porém, não se limita a um simples observar, mas procura imitar o olhar de Deus que "vê a situação do seu povo, escuta o seu grito de aflição e desce para libertá-lo."
Pensar bem
Escutar com atenção o existente ao nosso redor, ver com deferência o contexto no qual estamos inseridos, nos ajuda a pensar em profundidade. Esta profundidade é fruto da ação do Espírito em nós que nos leva à cultura do encontro e nos impede de permanecer na superfície das coisas e dos eventos, capacitando-nos a vislumbrar - na realidade que está diante de nós - vestígios do divino; pegadas da presença de Deus. A Tailândia é um país onde a maioria da população é budista. O numero dos cristãos não chega a 1%. Este contexto nos pede empenho no âmbito do diálogo inter-religioso, conscientes de que as "sementes do Verbo" estão espalhadas em todo lugar e pedem plenitude. Este caminho nos leva a procurar aquilo que nos une que é muito mais do que aquilo que nos divide.


Falar alto
A motivação do escutar bem, ver bem e pensar do missionário é o desejo de gritar para o mundo inteiro -  mais do que com palavras, com a própria vida - o amor de Deus para que a humanidade em Jesus Cristo, o qual nos doa seu Espírito que nos impele a proclamar toda Beleza, Bondade e Verdade do evangelho. Esta Boa-Noticia abre diante de nós horizontes intermináveis de fraternidade, caridade e comunhão.
Pe Thiago Rodrigues sx.




Fonte: Revista Famíla Xaveriana mês março - maio 2014

terça-feira, 20 de maio de 2014

"Diácono Wellington Moreira, meu sim a Deus"

Uma palavra do meu amigo Wellington
Ser feliz é desejo de todo ser humano, aos poucos eu descobri algo que quero partilhar com vocês: não há felicidade longe de Jesus... Meus irmãos jovens existe sim uma verdadeira alegria. A alegria do discípulo. Não é um sentimento de bem-estar egoista, mas uma certeza que brota da fé, que serena o coração e capacita para anunciar a Boa Nova do amor de Deus. Conhecer Jesus é o melhor presente que qualquer pessoa pode receber; tê-lo encontrado foi o melhor que ocorreu em nossas vidas, e fazê-lo conhecido com nossa palavra e obras é nossa alegria. (DA 29) A alegria do evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus. (E.G). É isso irmãos, servir e seguir a Jesus é uma experiência maravilhosa que não cabe nas palavras, por isso emprestei a voz da Igreja para minha mensagem. Descobrir aos poucos que somos chamados por Jesus para ser sinal de seu amor. Sentir essa certeza no coração é algo fantástico que nos enche o coração e move nossos passos. Ainda quando pequeno desejei ser feliz, as circunstancias da vida me fizeram iniciar ainda que sem muito incentivo da família a caminhada na Igreja. Eu escutava o sino tocar anunciando a Santa missa, curioso que era fui conhecer e de lá não sai mais... Indo todos os finais de semana eu descobri que ouvindo a Palavra de Deus e tentando viver a mensagem que o padre dizia eu poderia ser melhor em casa e na escola. Logo fui convidado a ser coroinha e ai começou minha aventura maravilhosa de seguimento de Jesus mais próxima. Sempre eu dizia para mim mesmo, Wellington você pode ser feliz como esse padre que você ajuda. Sim! Ele era um Italiano que falava a todos com o coração, seu nome? Alessio Cabras, ele sorria com os olhos. Isso me motivou... eu me perguntava: Ele deixou a família, a sua terra seu idioma, sua comida e mesmo assim é feliz e não é artificial é uma alegria que só sente quem se encontrou com Jesus. A simplicidade e a verdade contida naquela vida doada me fez ver e escutar Jesus a me chamar! Não foi algo extraordinário, nenhum fenômeno sobrenatural me aconteceu, nunca vi uma imagem de nossa senhora chorar, nem caiu maná no quintal de casa, o mar nunca se abriu a minha frente, mas Deus chegou de mansinho e olhando nos meus olhos pronunciou meu nome de uma maneira que eu não sei descrever, só sei que Ele chegou sem alarde e me olhando nos olhos disse que conta comigo. Eu tive medo sim, mas ele me disse que eu não estaria sozinho jamais. E assim foi que entrei no seminário a dez anos atrás, muitos foram os desafios vividos a gente cai e levanta e hoje com a graça de Deus dou mais um passo.
Com a aprovação da Igreja fui ordenado diácono para servir e amar no dia 27 de abril, na paroquia de Timburi onde estou fazendo pastoral desde o fim de junho de 2013. Quero viver meu minis diaconato prosseguindo com meu projeto de vida: Em tudo e todos encontrar um Cristo para servir. Escolhi como lema para essa etapa de minha vocação Jo 13,1 “Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim” A parte que me toca mais é o pós virgula, vejo tanta beleza nas coisas que não passam... até o fim. Amar é bom, mas até o fim faz a diferença. Amar mesmo na inutilidade, no despreparo... Pode parecer ousado demais mas mesmo assim eu sigo. Querendo ser e fazer como Jesus, o homem do madeiro. Aquele que amou todos os seus, até o fim...
Um abraço irmãos, rezem por mim e não deixem de se perguntar qual o sonho de Deus para cada um de vocês. Deus sonha com a minha e a vossa alegria. Sigamos! Não tenhamos medo de dizer sim a Jesus ele é nossa realização e o motivo de nossa alegria!
Em Cristo
Wellington Rodrigues Moreira.


sexta-feira, 16 de maio de 2014

"Missão em Moçambique"

Por Padre Sante Gatto Missionário Xaveriano!  
Queridos amigos!
Depois de 3 meses aqui em Moçambique partilho com vocês a minha experiência missionária. Esta foi uma semana bem intensa e amanhã cedo irei para o interior, uns 40 km daqui, mas a estrada é de chão com muitas poças de água e barro... Vai ser mais uma aventura evangelizadora, visto que vou rezar em língua local (chisena), embora a homilia em português "moçambicano de Portugal" será traduzida por um catequista que sempre me acompanha. As comunidades do interior são bem carentes porque têm pouco contato com a cidade e sobretudo vivem do trabalho da roça (machamba)...
grupo de fiéis católicos da comunidade São Quizito em Savane. 
A água potável é escassa e a energia ainda não chegou ali... Mas queridos amigos o  povo está sedento de Evangelho e o número dos catecúmenos recém-baptizados na Vigília Pascal o está demonstrando (umas 150 pessoas)... Repito, aqui é o básico que conta... Tem lugares, e são a maioria, que a presença de cristãos católicos é bem reduzida, sim estamos mesmo no primeiro anúncio. Da minha parte procuro aprimorar a língua que não é brincadeira não, mas me sinto à vontade com o povo e agradeço Nosso Senhor por esta oportunidade de recomeçar (quase da estaca zero).
 Bom, aqui a comunicação não está nada fácil assim como outras situações logísticas (falta de água e de energia, esgoto ausente e internet em forma descontínua).
" Cortando ramos para domingo de Ramos com os Escoteiros"
O povo daqui vive desta forma e nós (hóspedes) precisamos aprender bastante com eles: a forma de viver, de se comunicar, de rezar e de viver a fé... Estou somente no comecinho e me percebo como uma criancinha dando os primeiros passos num contexto e ambiente completamente diferente daquilo que tinha aprendido no nosso querido Brasil. Na Semana Santa com o Tríduo Pascal tivemos um monte de trabalho pastoral dentro da cidade e no interior também com grandes satisfações porque o povo daqui está sedento mesmo de conhecer e de seguir Jesus Cristo. É uma Igreja bem jovem como já escrevi, mas dinâmica que nos pede acompanhamento sério em tudo! Sexta-feira Santa estive numa outra paróquia e aí precisei carregar durante a Via Sacra no meio daquela Vila bem pobre uma Cruz de quase 100 kg... Graças a Deus algumas pessoas ajudaram na façanha, mas aqui o Padre tem que se mexer mesmo! A celebração da Paixão levou umas 3 horas e meia! UAU! Imagine como cheguei em casa! Mas bem feliz... No Sábado Santo estive em Savane uma comunidade interiorana onde acompanhei o retiro dos Catecúmenos que iam receber o Batismo na Vigília Pascal e chegando a tardezinha houve somente  tempo de tomar banho e ir para Igreja para a grande celebração vigilar... Emocionante ver a participação do povo... Domingo de Páscoa grande celebração acompanhada de cantos e danças (eu me joguei dentro mesmo!)
"Crianças brincando fora da mesma igreja"
Estou estudando a língua Chisena que me permitirá trabalhar em áreas menos evangelizadas e por conseguinte te peço de acompanhar-me através da oração a fim de que eu possa aprendê-la bem, decentemente, meus amigos aqui faltam as coisa básicas e aonde irei trabalhar mais ainda. Conto com as orações de vocês. Grande abraço.
Em Cristo.
Padre Sante Gatto Missionário Xaveriano.
"Dom Jaime (ao centro de camisa africana verde) Bispo emérito da Beira e verdadeira testemunha do caminho de libertação do colonialismo português antes e depois cabeça do processo de reconciliação Nacional."
"Secando o arroz com o Raimundo na nossa casa"

quinta-feira, 3 de abril de 2014

MISSIONÁRIOS XAVERIANOS CHAMAM!

Caríssimo JOVEM!

VOCÊ JÁ PENSOU EM CONSAGRAR A SUA VIDA PELA CAUSA DA MISSÃO COMO SACERDOTE OU COMO IRMÃO?


O nosso ESTÁGIO VOCACIONAL do carnaval foi muito bom e contou com a presença de 11 jovens onde 7 deles se demonstraram com vontade de dar continuidade no acompanhamento vocacional.
Estamos abrindo uma nova oportunidade para jovens que não puderam vir neste convívio vocacional do carnaval.
SERÁ NOS DIAS 26 e 27 DE ABRIL, um sábado e domingo. Quem quiser chegar na sexta feira 25 e assim poder descansar, seja bem vindo.
Gostaríamos que se você sentir este desejo de vir, nos comunicasse com antecedência.

NOSSO ENDEREÇO                                                                                                  RUA VICTÓRIO VIEZZER, 767 – CURITIBA                                              FONE: (41)3335-5545    
  
                           DIGA SEMPRE AO SENHOR:                                                                                 
               “EIS-ME AQUI PARA FAZER A SUA VONTADE”!


joaobortoloci@bol.com.br

quarta-feira, 5 de março de 2014

Papa Francisco envia mensagem aos brasileiros sobre a CF 2014

Queridos brasileiros,
Sempre lembrado do coração grande e da acolhida calorosa com que me estenderam os braços na visita de fins de julho passado, peço agora licença para ser companheiro em seu caminho quaresmal, que se inicia no dia 5 de março, falando-lhes da Campanha da Fraternidade que lhes recorda a vitória da Páscoa: «É para a liberdade que Cristo nos libertou» (Gal 5,1). Com a sua Paixão, Morte e Ressurreição, Jesus Cristo libertou a humanidade das amarras da morte e do pecado. Durante os próximos quarenta dias, procuraremos conscientizar-nos mais e mais da misericórdia infinita que Deus usou para conosco e logo nos pediu para fazê-la transbordar para os outros, sobretudo aqueles que mais sofrem: «Estás livre! Vai e ajuda os teus irmãos a serem livres!». Neste sentido, visando mobilizar os cristãos e pessoas de boa vontade da sociedade brasileira para uma chaga social qual é o tráfico de seres humanos, os nossos irmãos bispos do Brasil lhes propõem este ano o tema “Fraternidade e Tráfico Humano”. Não é possível ficar impassível, sabendo que existem seres humanos tratados como mercadoria! Pense-se em adoções de criança para remoção de órgãos, em mulheres enganadas e obrigadas a prostituir-se, em trabalhadores explorados, sem direitos nem voz, etc. Isso é tráfico humano! «A este nível, há necessidade de um profundo exame de consciência: de fato, quantas vezes toleramos que um ser humano seja considerado como um objeto, exposto para vender um produto ou para satisfazer desejos imorais? A pessoa humana não se deveria vender e comprar como uma mercadoria. Quem a usa e explora, mesmo indiretamente, torna-se cúmplice desta prepotência» (Discurso aos novos Embaixadores, 12/XII/2013). Se, depois, descemos ao nível familiar e entramos em casa, quantas vezes aí reina a prepotência! Pais que escravizam os filhos, filhos que escravizam os pais; esposos que, esquecidos de seu chamado para o dom, se exploram como se fossem um produto descartável, que se usa e se joga fora; idosos sem lugar, crianças e adolescentes sem voz. Quantos ataques aos valores basilares do tecido familiar e da própria convivência social! Sim, há necessidade de um profundo exame de consciência. Como se pode anunciar a alegria da Páscoa, sem se solidarizar com aqueles cuja liberdade aqui na terra é negada?Queridos brasileiros, tenhamos a certeza: Eu só ofendo a dignidade humana do outro, porque antes vendi a minha. A troco de quê? De poder, de fama, de bens materiais… E isso – pasmem! – a troco da minha dignidade de filho e filha de Deus, resgatada a preço do sangue de Cristo na Cruz e garantida pelo Espírito Santo que clama dentro de nós: «Abbá, Pai!» (cf. Gal 4,6). A dignidade humana é igual em todo o ser humano: quando piso-a no outro, estou pisando a minha. Foi para a liberdade que Cristo nos libertou! No ano passado, quando estive junto de vocês afirmei que o povo brasileiro dava uma grande lição de solidariedade; certo disso, faço votos de que os cristãos e as pessoas de boa vontade possam comprometer-se para que mais nenhum homem ou mulher, jovem ou criança, seja vítima do tráfico humano! E a base mais eficaz para restabelecer a dignidade humana é anunciar o Evangelho de Cristo nos campos e nas cidades, pois Jesus quer derramar por todo o lado vida em abundância (cf. Evangelii gaudium, 75). Com estes auspícios, invoco a proteção do Altíssimo sobre todos os brasileiros, para que a vida nova em Cristo lhes alcance, na mais perfeita liberdade dos filhos de Deus (cf. Rm 8,21), despertando em cada coração sentimentos de ternura e compaixão por seu irmão e irmã necessitados de liberdade, enquanto de bom grado lhes envio uma propiciadora Bênção Apostólica.

Vaticano, 25 de fevereiro de 2014.
Franciscus PP.

Campanha da Fraternidade 2014

É PARA A LIBERDADE QUE CRISTO NOS LIBERTOU (Gálatas5,1)
Neste ano a Campanha da Fraternidade traz o Lema: Para Liberdade que Cristo nos Libertou.(Gl5,1) e o Tema: Fraternidade e Tráfico Humano. O tráfico humano nasce de interesse de pessoas e de grupos baseado na mentira, por isso ao olhar por cima não vemos porque é camuflada, geralmente o tráfico envolve muita gente que não aparece. Não é uma realidade tão clara.

Nosso caminhar quaresmal não pode ser insensível a situações que atentam contra a dignidade da pessoa humana e seus direitos fundamentais, como o tráfico humano, tema da CF 2014 .Os criminosos deste tráfico exploram pessoas em várias atividades: construção, confecção, entretenimento, sexo, serviços agrícolas e domésticos, adoções ilegais, remoção de órgãos e outras.

Com esta Campanha a Igreja Católica se une a iniciativas, no intuito de potencializá-las e suscitar em suas comunidades, reflexões e ações de combate a esta chaga social. Identificar as práticas de tráfico humano em suas várias formas e denunciá-las como violação da dignidade e da liberdade humana, mobilizando cristãos e a sociedade brasileira para erradicar esse mal com vista ao resgate da vida dos filhos e filhas de Deus. O Papa Francisco assim se referiu a prática do tráfico humano: “O tráfico de pessoas é uma vergonha para as nossas sociedades que se dizem civilizadas.”   
Que possamos ter um olhar de misericórdia para esta situação em que se encontram tantos irmãos e irmãs que a Bíblia seja nosso critério. Vamos iluminar este Tema e estes acontecimentos com a Palavra de Deus.
Rezemos com o Papa Francisco: "Peçamos ao Senhor a graça de chorar pela nossa indiferença, de chorar pela crueldade que há no mundo, em nós, incluindo aqueles que, no anonimato, tomam decisões socioeconômicas que abrem a estrada a dramas como este."        
Quaresma "tempo favorável" para reafirmarmos nossa opção por Jesus Cristo e seu Reino. tempo em que Deus quer falar no mais íntimo de nosso coração.
                Na Quarta-Feira de Cinzas  damos início ao tempo de preparação para a Páscoa. Ao colocarmos a cinzas em nossas cabeças, lembramos que somos pó e ao pó voltaremos. As cinzas significam também conversão.
                A quaresma nos faz lembrar os quarenta anos do povo de Deus no deserto a caminho da terra prometida. Também os quarenta dias que Jesus passou no deserto. A igreja nos apresenta três praticas: A ORAÇÃO, o JEJUM e a ESMOLA. A oração, nos faz voltar a ter um diálogo mais íntimo com Deus. O jejum, nos torna solidários com nossos irmãos que habitualmente passam fome, e a esmola nos ajuda a partilhar o que temos e denunciar as injustiças do acúmulo.
                Procuremos viver bem este tempo favorável com mudança de vida, conversão sincera de coração. "Voltai para o Senhor, com todo coração, com jejuns, lágrimas e gemidos; rasguem o coração e não as vestes. Para que o senhor perdoe seu pecado" Jl 2,12-18. Sim, voltemos para nosso Deus pois Ele é bondoso e misericordioso.

       Boa caminhada rumo a Páscoa, onde nos encontraremos cheios de alegria.
Em Cristo

Rita Leite
Fonte: Texto - Base da CNBB

domingo, 9 de fevereiro de 2014

MINISTÉRIOS DE ACOLITATO E LEITORATO



wellington com seus pais.
Os seminaristas, já na fase final de sua preparação para o sacerdócio recebem os ministérios de Leitor e Acólito antes de serem ordenados diáconos.
Assim sendo dia 11 de Janeiro 2014 Dom Salvador Paruzzo Diocese de Ourinhos SP instituiu os ministérios ao seminarista Wellington Rodrigues Moreira da Comunidade Santo Antônio, Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro da cidade de Timburi SP.
O que são os Ministérios de Leitorato e Acolitato?

São ministérios instituídos – não ordenados – e que remontam a uma antiga tradição da Igreja. São necessários para aqueles que receberão as ordens sagradas, ou seja, o diaconato e presbiterado (sacerdócio).

O leitor é instituído para fazer a leitura da Palavra de Deus na assembléia litúrgica tanto na Missa como nos outros atos sagrados. Incutida no ministério de leitor está a missão de instruir na fé crianças e adultos para receberem dignamente os sacramentos.
O acólito é instituído para ajudar o diácono e o sacerdote. Cuida do altar e auxilia os ministros ordenados nas ações litúrgicas, sobretudo na celebração da missa. Pela instituição, torna-se ministro extra ordinário da Sagrada Comunhão e, dessa forma, pode distribuir a hóstia sagrada durante a missa ou levá-la aos enfermos.
Dom Salvador Paruzzo

Disse Wellington: “Quando recebi os ministérios senti uma grande alegria... Foi como se todos os amigos estivessem comigo. É algo que não cabe nas palavras. Senti Deus me olhar nos olhos e o primeiro chamado se refez e assim tomei fôlego para prosseguir nesta aventura Rumo ao sacerdócio a serviço do povo de Deus. Quero amar e me doar para que todos sejam um em Cristo!”

Nosso querido Papa Francisco falando aos seminaristas, noviças e quanto os que estão em caminhada vocacional disse: 

 “Queridos jovens, quanto mais a missão vos chamar para ir para as periferias existenciais, tanto mais o vosso coração se mantenha unido ao de Cristo, cheio de misericórdia e de amor. Aqui reside o segredo da fecundidade pastoral, da fecundidade de um discípulo do Senhor. Com grande confiança vos  confio à intercessão de Maria Santíssima. Ela é a Mãe que nos ajuda a tomar as decisões definitivas com liberdade, sem medo. Que Ela vos ajude a testemunhar a alegria da consolação de Deus, sem ter medo da alegria; Ela vos ajude a conformar-vos com a lógica de amor da Cruz, a crescer numa união cada vez mais intensa com o Senhor na oração. Assim a vossa vida será rica e fecunda!”
Wellington com sua família
Que Deus abençoe tua vida/vocação/missão Wellington. Conte sempre com nossas orações e nosso amor fraterno.
Rita Leite