terça-feira, 27 de dezembro de 2011

"Feliz Ano Novo"



Em 2012 tudo se renova ou continuará o mesmo?

Vai depender em boa parte de nós, ou eu faço a diferença ou nada será novo.
Mais um ano vai chegando ao fim e o um novo se aproxima. É tempo que as esperanças são renovadas, fazemos planos, queremos inovar. Chegamos a achar que o simples fato do ano começar dia 01 de janeiro vai haver mudanças em nossas vidas. Essas mudanças não acontecerão de fora para dentro e sim de dentro para fora. Para que o ano seja realmente novo é preciso que mude algo dentro de nós. Que tal a gente começar por fazer uma revisão de como foi nosso modo de viver no ano que está para se encerrar? Será que magoei alguém, fui magoada por alguém? O que fiz de errado ou que deixei de fazer e sabia que era o certo a fazer? Então vamos parar, pensar e ver o que poderá ser feito de modo diferente para que nosso ano seja novo. Não podemos permitir que aquilo que não nos fez bem seja levado em nossa bagagem para ano novo. Vamos tirar os excessos ou estaremos carregando pesos desnecessários. Há muita coisa que não precisa ser levada para o próximo ano. É preciso humildade, reconhecer os erros, pedir perdão, dar o perdão, reconciliar-se com Deus, com o irmão e consigo mesmo. Parar de sentir pena de si mesmos, agir com maturidade e com segurança. Tendo no coração a certeza de que Deus nos ama e que nunca nos abandonará. Valorizar nossa família, os amigos. É preciso gastar tempo com quem amamos. Perdemos tempo demais tentando acumular coisas matérias. A vida é breve, mas é muito linda para perdermos tempo com coisas insignificantes. Vamos tentar fazer que o ano que vem chegando seja novo. Amemos mais, perdoemos mais, sejamos mais solidários e fraternos e nossa vida terá um novo sentido no ano novo.
Desejo a todos um ano novo de muita paz, alegria e grandes realizações.

Feliz 2012 com Jesus e Maria.
Abraço carinhoso.
Em Cristo.

sábado, 17 de dezembro de 2011

"Feliz Natal"

Eis que vos anuncio uma boa noticia: hoje na cidade de Davi, nasceu para vocês um salvador, que é o Messias, o senhor”.

Mais um natal está chegando. A esperança se renova, o amor se fortalece.
É Jesus que vem ao nosso meio para nos salvar. Vamos comemorar o maior evento da historia: A encarnação, o nascimento de nosso salvador Jesus Cristo. Jesus veio para nos salvar, veio nos trazer a paz. Mas para que desfrutemos desta paz que só Jesus pode dar ao homem é preciso antes de tudo acolhê-lo em nosso coração. É preciso um encontro pessoal com ele. Quando acolhemos Jesus em nosso coração, nossa vida se renova. A alegria do natal precisa transformar nossa vida, nos abrir ao diálogo, a comunhão, a fraternidade com o próximo. Ao acolher o irmão acolhemos Jesus. Natal: que tudo seja novidade, pois Jesus é sempre novo. Que a alegria da noite natalina nos acompanhe por todo o ano novo. Esta alegria não é uma alegria de quem é alienado, mas uma certeza de quem sabe que tem um Deus vivo e apaixonado por nós. Em meio a tantos problemas, tantas dores, tantas dificuldades, como viver esta alegria? A resposta é Jesus. Somente Ele é capaz de nos alegrar mesmo quando chegam os reveses da vida. É nele e com ele que superaremos todos os obstáculos. “Não tenham medo! Eis que vos anuncio uma boa noticia: hoje na cidade de Davi, nasceu para vocês um salvador, que é o Messias, o senhor”.
Esta é a grande e sempre boa nova noticia: nasceu para nós um menino um filho nos foi dado. Pra que temer? Ele está conosco, seu nome é Emanuel.
Feliz Natal, feliz 2012 que Jesus encontre um lugar para nascer em nosso coração, em nossas famílias e no nosso mundo tão necessitado de Deus.
Abraço carinhoso
Em Cristo
Rita Leite

"Natividade de Jesus na era digital"

"Cordel sobre o nascimento de Jesus"


Que nosso Natal seja de paz amor e muita fé no nosso Deus que quis nascer como nós.

sábado, 10 de dezembro de 2011

"O Menino Poeta"

O MENINO POETA ( meu amigo Evandro, o poeta, mandou-me esta crônica e partilho aqui com vocês com muito carinho)
             Brincar com as palavras é uma dádiva dos poetas, - falou o mestre. - Por isso quando eu crescer quero ser poeta! – gritou o menino angustiado no meio do mato, porque não conseguia brincar com seus carrinhos, seus bonecos, suas latas..., o que ele queria mesmo era brincar de Ser poeta. Mas brincar de poeta para os outros meninos... Pimba! Só algazarra! O menino, coitado, não sabia com quê brincar; não sabia com quem falar; pois, fazer poema ou falar de poesia não era brincadeira de menino; era está falando de ociosidade, dos que não tem o que fazer. Mas, o garotinho tinha o que fazer: fazer-se Ser poeta!
            Um belo dia o menino olhou para o céu e descobriu que brincar de Ser poeta é só fechar os olhos e sonhar com o que lhe falta. No entanto, descobriu que lhe faltava tudo! E o tudo é o que tem de ausente nos poetas. “A poesia – brincou Rubem Alves – não é uma expressão do ser do poeta. A poesia é uma expressão do não ser do poeta. O que escrevo não é o que tenho; é o que me falta. Escrevo porque tenho sede e não tenho água. Sou pote. A poesia é água. O pote é um pedaço do não ser do poeta”.
            O tempo passou e o menino cresceu, e a ausência também cresceu. Ausência de quê? Ausência de ser poeta. Para salvar-se do mutismo e da infelicidade começou a escrever. Escreveu coisas que lhe faltava: amor, ódio, paixão, casa, sonhos, mar, pote, estrelas, flores, beija-flor, vaso, morte... Escreveu até o céu! Ao escrever tudo isso, ele conseguiu algo que nem ele mesmo sabia: descreveu o ser do poeta! Mas onde está o ser do poeta? Está em tudo! Está em nada! Tudo é o que é ausente nos poetas; e se é ausente é o nada. O poeta é o “nada-tudo” é o “tudo-nada”! O poeta nada em busca do tudo. E o tudo é água que foge, escorrega, desliza rumo ao riacho. O riacho são os sonhos, que dentro está imerso o não ser dos poetas. É este não-ser que fez o menino ser poeta. A poesia são estrelas e o poeta é um menino que brinca com elas; apenas um menino que aprendeu a brincar tarde com seus brinquedos.  Brinquedos feitos de palavras que combinam com todas as brincadeiras do mundo!
            Conquanto, sendo já robusto muscularmente o rapaz se perguntava:
- Quando deixarei de ser menino?
- Nunca – respondia o mestre. Porque o dia em que você deixar de ser menino, nesse dia deixará de ser poeta!
Mas qual o ser do poeta? É um menino que aprendeu a brincar só, e seu brinquedo são as palavras! E se se aprendeu a brincar só, logo..., seu brincar não tem limite; seu limite é o sono que lhe arrasta a debruçar em cima da escrivaninha. Os poetas não sabem ensinar fazer poesia, o que sabem é ensinar ser livre; e ser livre é o ser do poeta! Ao levantar a cabeça ele se espanta, mas logo se acalma, pára para olhar em sua  volta e num súbito ver uma caneta e pensa:
- Os poetas são canetas que só tem sentido se se consomem escrevendo!
            Esta é a segunda vez que me remeto a escrever sobre os poetas. O porquê, não sei! Só sei que o coração pediu, então tentei!. O coração é o universo só dos poetas! Seu mundo não é a biologia; nem a psicanálise; nem a astronomia..., apesar de falarem de estrelas, sentimentos, anatomia... , mas não encaixa no protótipo dos poetas; as estrelas das quais os poetas falam ficam dependuradas na abóbada rubra do coração. Sua ciência é o amor! Talvez se aproxime da etimologia filosófica: a busca amorosa à sabedoria. Mas não a sua posse! A sabedoria são águas do coração que não sacia a sede dos poetas. Sede da sabedoria, mas não seu esgotamento! Ela é a nascente de um rio que os poetas nadam em direção.
“Os poetas, escreveu Alves, eles rezam para que nunca deixem de ter fome. Por que se deixarem de ter fome, eles deixarão de ser poeta”. No mesmo tom eu digo: os poetas rezam para que nunca deixem de ter sede. Por que se deixarem de ter sede deixarão de ser poeta. A condição de ser poeta é a insatisfação! A satisfação dos poetas é o contínuo tempo de estarem insatisfeitos. A inapetência é o fim de sua ciência!
“Salve-me, ó Deus, da dor do amor não satisfeito, e da dor muito maior do amor satisfeito” (Ts. Eliot).


            Sabedoria é isso, descobrir a insuficiência que o amor não se esgota com palavras. É ai que mora a razão de ser poeta!
            E as palavras? São os brinquedos dos poetas. Um brincar infinito, sem limite que obedece somente às leis do coração (leis da liberdade)! Pra mim é como um chazinho no final da tarde, quanto mais bebo mais gosto! Melhor ainda quando vem acompanhado de uns biscoitinhos e uma boa conversa. Assim são as palavras, uma ligação entre chá, tarde, biscoitos e conversa. Elas só fazem sentido quando tornam-se amantes uma das outras, assim como minha tarde. Só tem sentido porque sou amante de chás! As palavras não têm dose certa; tem certa mania de querer falar do não ser do poeta. Qualquer dia é a linguagem das palavras. Sua linguagem é como um canto de rouxinol: alegre, triste ou bélica! O canto é assim! É canto delas mesmas. E os poetas são como um canto gregoriano. Um canto cantando seu próprio canto!

Evandro  Carvalho
Obrigado meu querido poeta(Rita Leite)

IAM - Infância e Adolescencia Missionária Paroquia N. S. Aparecida - Rosolem.

Pe Claudio dando a benção final

Nossa turminha animadores da Missa legal d+


Uma moedinha por mês e no final do ano temos uma boa quantia p oferecer as crianças mais carentes


Linda Missa muitas crianças

Celso, Glaucia, Eunice, e Robson amiogs muito queridos qu nos dão uma força enorme com a mú
sica


Este menino leu super bem. Criança que evangeliza criança

Nossos anjos missionários


Nossos cofrinhos. S.O.S

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Advento

O Advento é um dos tempos do Ano Litúrgico e pertence ao ciclo do Natal. A liturgia do Advento caracteriza-se como período de preparação, como pode-se deduzir da própria palavra advento que origina-se do verbo latino advenire, que quer dizer chegar. Advento é tempo de espera d’Aquele que há de vir. Pelo Advento nos preparamos para celebrar o Senhor que veio, que vem e que virá; sua liturgia conduz a celebrar as duas vindas de Cristo: Natal e Parusia. Na primeira, celebra-se a manifestação de Deus experimentada há mais de dois mil anos com o nascimento de Jesus, e na segunda, a sua desejada manifestação no final dos tempos, quando Cristo vier em sua glória.

O tempo do Advento formou-se progressivamente a partir do século IV e já era celebrado na Gália e na Espanha. Em Roma, onde surgiu a festa do Natal, passou a ser celebrado somente a partir do século VI, quando a Igreja Romana vislumbrou na festa do Natal o início do mistério pascal e era natural que se preparasse para ela como se preparava para a Páscoa. Nesse período, o tempo do Advento consistia em seis semanas que antecediam a grande festa do Natal. Foi somente com São Gregório Magno (590-604) que esse tempo foi reduzido para quatro domingos, tal como hoje celebramos.

Um dos muitos símbolos do Natal é a coroa do Advento que, por meio de seu formato circular e de suas cores, silenciosamente expressa a esperança e convida à alegre vigilância. A coroa teve sua origem no século XIX, na Alemanha, nas regiões evangélicas, situadas ao norte do país. Nós, católicos, adotamos o costume da coroa do Advento no início do século XX. Na confecção da coroa eram usados ramos de pinheiro e cipreste, únicas árvores cujos ramos não perdem suas folhas no outono e estão sempre verdes, mesmo no inverno. Os ramos verdes são sinais da vida que teimosamente resiste; são sinais da esperança. Em algumas comunidades, os fiéis envolvem a coroa com uma fita vermelha que lembra o amor de Deus que nos envolve e nos foi manifestado pelo nascimento de Jesus. Até a figura geométrica da coroa, o círculo, tem um bonito simbolismo. Sendo uma figura sem começo e fim, representa a perfeição, a harmonia, a eternidade.

Na coroa, também são colocadas quatro velas referentes a cada domingo que antecede o Natal. A luz vai aumentando à medida em que se aproxima o Natal, festa da luz que é Cristo, quando a luz da salvação brilha para toda humanidade. Quanto às cores das quatro velas, quase em todas as partes do mundo é usada a cor vermelha. No Brasil, até pouco tempo atrás, costumava-se usar velas nas cores roxa ou lilás, e uma vela cor de rosa referente ao terceiro domingo do Advento, quando celebra-se o Domingo de Gaudete (Domingo da Alegria), cuja cor litúrgica é rosa. Porém, atualmente, tem-se propagado o costume de velas coloridas, cada uma de uma cor, visto que nosso país é marcado pelas culturas indígena e afro, onde o colorido lembra festa, dança e alegria.

fonte Pe. Agnaldo Rogério dos Santos

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Os seios de Deus.


Eu, incrédulo de Deus,
Descobri que os anjos moram no topo das montanhas de Minas Gerais.
Passam a noite fazendo serão,
E durante o dia tecem beleza com nuvens de algodão.
Para revestir os seios flácidos e lânguidos de Deus.
Tão pontudo e farfalhento,
Onde só se ouve o canto dos pássaros e o zunir das cigarras.
Seios divinos como os da minha mãe que me amamentou.
Meu eu sugando estes mamilos verdes sem distinção!
Autor:
Evandro Carvalho

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

O Dia Mundial das Missões!

O Dia Mundial das Missões deste ano nos traz – com a mensagem do Papa “Como o Pai me enviou, eu vos envio” (Jo 20,21) – um fato marcante para toda a Igreja: a canonização de um santo missionário, São Guido Maria Conforti!

Um pouco como aconteceu na vida de nossa padroeira, Santa Teresinha do Menino Jesus, também o novo Santo Conforti viveu o ardor missionário além-fronteiras sem poder realizá-lo, ou melhor, realizando-o plenamente de outra maneira, o que também nos estimula e convida.

Nascido em Parma (Itália) em 1865, desejou ardentemente continuar a obra de São Francisco Xavier quando, ainda jovem, leu a vida do grande evangelizador do Oriente. Ordenado padre, e sem poder partir para as Missões da China por ter uma saúde frágil, decidiu fundar uma Congregação missionária, à qual deu o nome de “xaveriana”. Com 34 anos de idade, em 1899, via seus primeiros padres partirem para a China...

Mais tarde foi nomeado Bispo e continuou a acompanhar a Congregação Xaveriana, acumulando o pastoreio das duas dioceses que lhe foram confiadas (Ravenna e Parma) com o apoio total à recém-criada Obra da União Missionária do Clero, da qual foi o primeiro Presidente.

Passados tantos anos, tivemos a alegria de festejar neste mês (dia 15) o Jubileu de 50 anos de Sacerdócio de um desses filhos de São Guido Conforti, o Pe. Sávio Corinaldesi, 75, entre nós no Brasil desde os 32 anos de idade como missionário xaveriano em muitas regiões do país (sobretudo na Amazônia) e, desde 2002, ajudando a criar esse espírito missionário como secretário nacional das Pontifícias Obras, primeiro da Infância e Adolescência Missionária e, ultimamente, da União Missionária e da Obra de São Pedro Apóstolo. Parabéns, Pe. Sávio, digno herdeiro de um santo, São Guido Maria Conforti!

Hoje os Missionários Xaverianos estão espalhados pelos cinco continentes, levando o Evangelho de Cristo e sua caridade às populações africanas do Moçambique, Sierra Leoa, Congo, Burundi, Camarões, Tchade, e também na Indonésia, Filipinas, Bangladesh, Estados Unidos, Japão, Inglaterra, Itália (naturalmente), Espanha, México, na amada China e no nosso querido Brasil.

O que Deus não faz na vida dos Santos, não? Do sim generoso de um jovem sacerdote faz brotar inumeráveis vocações missionárias – masculinas e femininas (depois vieram as Irmãs Xaverianas...) – através dos tempos futuros e de tantos países e culturas diversas.



São Guido Maria Conforti, rogai por nós!
Feliz dia Mundial das Missões! 

Dom Sergio Arthur Braschi
Bispo de Ponta Grossa (PR) e Presidente da Comissão da Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da CNBB.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Missão na Ecologia

Missão é paixão! Cristo quer cristãos apaixonados por Ele, pelo seu Reino, pelos esquecidos do mundo inteiro... Assim como Paulo, Francisco Xavier, Santa Teresinha, Madre Teresa de Calcutá, Guido M Conforti e inúmeros missionários dos cinco continentes, que partiram de nossas comunidades... se sentiram levados e animados por essa paixão.

Mas o que é ser missionário?

Ser Missionário é trabalhar para construir a grande família dos filhos de Deus. Ser Missionário é sair do quintal, ir além, abraçar o mundo.
Ser Missionário é não deixar a Igreja esfriar.


“O missionário
deve ter consciência
de que trabalha numa obra
de altíssimo mérito,
mas árdua e penosa.
Ele deve ser como a pedra
escondida debaixo da terra.
Ela talvez nunca venha à luz,
mas faz parte dos alicerces
de um novo e imenso sacrifício.
O Missionário
deve estar disposto
a ocupar o último lugar.
Isso muitas vezes significa
trabalhar, cansar e suar
sem que ninguém fique
sabendo o que ele faz,
a não ser Deus.”

Daniel Comboni

domingo, 16 de outubro de 2011

São Guido Maria Conforti. "Fazer do mundo uma só familia"



UM POUCO DE SUA HISTÓRIA

Guido Maria Conforti

O fundador dos Missionários Xaverianos nasce em Parma, na Italia, aos 30 de março de 1865. Faz seus primeiros estudos junto aos Irmãos das Escolas Cristãs. No breve trajeto rumo à escola, o pequeno Guido pára freqüentemente numa igrejinha para olhar o Crucifixo que domina o altar. Aos pés daquele crucifixo brota a vocação missionária. 


Entra no seminário com 10 anos de idade. Logo se apaixona pela vida e pela obra de São Francisco Xavier e planeja continuar-lhe a missão: ir para a China. Sua saúde muito fragil, porém, não permite realizar seu sonho. Somente uma graça de Nossa Senhora possibilita a sua ordenação sacerdotal, em 1888. 


Então, em 1895, Conforti, com apenas 30 anos de idade, decide fundar os xaverianos. Com a herança recebida após a morte do pai, compra uma casa onde reune um grupo de 17 seminaristas. Para o bom êxito do projeto, que ele mesmo julga temerário, Guido está disposto a dar o melhor de si mesmo. 


Em 1902, é nomeado arcebispo de Ravenna e, em seguida, bispo de Parma. Conforti torna-se pastor de dois rebanhos: a diocese e a congregação xaveriana. Ele é um guia exemplar e incansável de sua igreja, mas nunca esquece de ser bispo para o mundo todo. Dedica-se com todas as forças à formação de seus missionários, ao envio deles para a China e ao crescimento da consciência missionária além-fronteiras no clero de toda Itália. 


Com o Pe. Paulo Manna, funda a União Missionária do Clero. Em 1928, vai à China visitar os seus missionários. Peregrina por todos os postos mais avançados onde os seus filhos trabalham. Depois de uma vida dedicada inteiramente à missão, Conforti é chamado à Casa do Pai em 5 de novembro de 1931. Aos 17 de março de 1996, o Papa João Paulo II o proclama bem-aventurado.  O milagre por intercessão de São Guido Maria Conforti para que ele fosse canonizado aconteceu na cidade de Santa Luzia (MG). 
No proximo dia 23 de outubro São Guido será canonizado, um santo para a igreja de Cristo. São Guido rogai por nós!
Dizia Guido: "Eu olhava para ele, ele olhava para mim, parecia me dizer tantas coisas"


quarta-feira, 12 de outubro de 2011

A Igreja e a Missão



A igreja e a Missão

A igreja de Jesus Cristo tem por essência o dever missionário de levar a Boa Nova a todos os povos. “Este foi e continua a ser o pedido último de Jesus, momentos antes de sua volta para a casa do Pai: Ide e levai a minha Boa Nova de salvação a todos os povos” (Mt 28,19).
Sabemos que a igreja de Jesus não nasceu de uma iniciativa humana e nem das necessidades pastorais da igreja apostólica. Ela tem sua origem na obra do amor exclusivo de Deus Pai em Cristo na ação do Espírito Santo pelo ser humano. Ela é hoje, em nosso meio, a Nova Aliança e uma comunidade de salvação de Deus para os homens. Partilhar da igreja de Cristo exige de nós a consciência de que nossa vida não se explica separada do amor a Deus e aos irmãos.
O mês de outubro é reconhecido pela igreja como o mês das missões, rico na recordação de santos como Santa Teresinha, São Francisco Xavier, Santa Teresa etc. É um mês dedicado a devoção do rosário. Mês em que particularmente celebramos o dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. Como cristãos somos todos convidados a refletir sobre nossa vocação missionária e sobre o último pedido que Jesus nos fez momentos antes de sua volta para a casa do Pai.  “Ide e levai a minha Boa Nova de salvação a todos os povos”. Temos por dever de batismo a missão de levarmos a mensagem do Evangelho para todos, começando pelos que são próximos a nós.
 Vejam: se uma pessoa que nos é muito querida fizesse um pedido no final de sua vida, com que carinho cada um de nós buscaria cumpri-lo? Cristo, o filho de Deus, o nosso único Salvador e Redentor, que nos amou ao extremo de se tornar um de nós, amando-nos a ponto de nos lavar os pés, de se doar sem limites com seu corpo e sangue na Eucaristia e que por fim se imolou na cruz para nos salvar, nos faz o pedido de levarmos adiante o que Ele nos ensinou através de sua vida. O que cada um de nós está fazendo neste sentido? Que tipo de amor é o nosso? Ensina-nos o apóstolo Paulo que todos somos eternamente devedores na gratidão ao Pai, que num amor sem limites nos deu Jesus para nossa salvação. Se não estamos fazendo nada para que esse Jesus seja mais conhecido e amado pelos irmãos, resta-nos uma conclusão: ou Cristo na pratica não é nosso valor maior ou somos verdadeiros ingratos. Os santos e as santas nada mais fizeram que doar suas próprias vidas para tornar Jesus presente na vida dos irmãos. O que estamos fazendo por Jesus e que lugar ele ocupa em nossa vida?
Como discípulos missionários de Jesus temos a missão de fazer com que Ele seja mais conhecido e amado nos que nos cercam, em nossas famílias, na comunidade e nos milhões que ainda não ouviram falar de Jesus, particularmente nos que mais sofrem. Pergunto: Poderia alguém apaixonado deixar de falar daquele a quem ama? Sejamos sinceros, se estamos agindo assim é porque Jesus é pouco amado por nós. Viver como igreja missionária nada mais é do que, no amor de gratidão a Deus, assumirmos a missão de levarmos a Boa Nova a todos os povos a partir de nossa vida, de nossas famílias e assim para toda a humanidade.

Pe Evaristo Debiasi – Assistente Eclesiástico Nacional 
AIS - Ajuda à Igreja que Sofre

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Experiência Missionária - Por Adriano Cunha Lima sx

Aos amigos da IAM Campinas.
De todas as crianças, homens e mulheres do mundo uma só família!!!
Fazem dois anos que deixei o Brasil para viver esta bonita experiência missionária aqui na periferia de Yaoundé, capital dos Camarões. Cheguei no mês de setembro de 2009, fiz um ano de francês e um ano de teologia. Nestes dias que vêm começarei o segundo. Se Deus quizer estarei com vocês na metade do ano que vem para dois meses de férias.
Nós chamamos os Camarões de Africa em miniatura, pois aqui encontramos uma grande diversidade de clima, flora, fauna, línguas e culturas. O país é do tamanho de Minas Gerais e tem uma população de 19 milhões de habitantes. Duas cidades são as mais importantes, Douala (centro comercial) e Yaoundé (capital política). Neste ano teremos eleições presidenciais, Paul Biya nosso atual presidente está no governo à mais de 18 anos. O povo segue o ditado que diz “que mais vale um pássaro na mão que dois voando”… o país vive sem guerras aparentes, a tecnologia chega aos poucos mais chega, temos muitos jovens formados na universidade. Para eles a vinda de um outro presidente poderia atrapalhar este tal crescimento. Contudo sabemos muito bem que este país poderia ir muito mais longe com uma política voltada ao bem comum.
A educação é levada à sério, nas famílias que visito a disciplina é respeitada. As crianças participam dos trabalhos da casa, são elas mesmo que lavam as roupas da escola e os calçados. Eles tem horários para estudar em casa. Acho que nossos adolescentes podem aprender muito com os daqui. Nas famílias vemos um pouco mais de problemas. Nem sempre vemos casais estáveis e os casamentos na Igreja são raros. Falo da região onde moro, esta realidade muda muito nas outras cidades. Contudo não faltam casais leigos muito fortes na vida da paróquia. As pessoas amam muito o que aparece (não muito diferente da gente) as novas casas que estão sendo construídas são bem maiores que as nossas. Vejo muitos homens em terno e gravata. Eles são bons no protocolo e discursos públicos. Mesmo a pastoral é cheia de cerimônias.
A festa é muito importante para a vida social. Comida, música, dança e discurso estão sempre presentes. A morte é um dos acontecimentos mais celebrado. Toda família é presente, por alguns dias. Fazem grandes despesas. Nós que choramos só uma noite achamos muito estranho tudo isso, porém podemos encontrar muitos pontos positivos. Nas casas a televisão não recebe o lugar de honra na sala. Mas as salas são grandes suficiente para acolher um grupo de pessoas. A juventude fica dividida entre o tradicional e o moderno. Eles tentam estar na moda francesa ao mesmo tempo que não deixam as raízes. E isso é bonito. Mesmo se eles escutam musicas europeanas, nenhuma delas podem os deixar felizes como as músicas africanas modernas. Eles misturam tudo e o importante é o ritmo… eles dançam muito bem. Mesmo diante tudo isso não podemos esconder que a pobreza está lá. Tudo aqui é mais simples, as ruas, o Mercado, os computadores, o transporte, as escolas…
A Igreja é jovem, forte, bonita… ela vive sua adolescência. Os padres camerunêses estão aumentando. Contudo sinto a Igreja tímida no profetismo social e politico, mas este é um ponto de vista pessoal, nem sempre partilhado. Os leigos são muito disponíveis. A Igreja está sempre cheia. A missa dos jovens de 18:30 está sempre cheia. Temos quatro missas cada domingo e nossa Igreja é pequena. Estamos construindo uma nova Igreja, estamos ainda no alicerce. Aqui temos o catecumenato, tive a sorte de ser catequista de um grupo de adultos que foram batizados no ano passado. Neste ano terei um grupo de crisma para jovens e adultos. Os adultos que ainda não são batizados fazem dois anos de catecismo. Mas já existem os batismos de crianças e adolescentes. Aqui os ministérios de leigos não são fortes como no Brasil, porém acho que mesmo no Brasil estamos caminhando por uma Igreja mais romana, de padres poderosos e famosos e de leigos ovelhas.
Esta região dos xaverianos é composta de dois países: Camarões e Chade. Tudo isso que partilhei com vocês são pontos de vista que tenho da cidade onde vivo. Mas os xaverianos nos Camarões estão também em Bafoussam (uma paróquia e a filosofia), em Douala (uma casa de animação missionária e uma paróquia) e no Norte à Yagoua (uma paróquia e um centro cultural). Do Chade escreverei um outro dia, lá tudo é diferente, precisarei de tempo. Nossa comunidade de Teologia esta, como já tinha dito, em Yaoundé. Aqui temos uma paróquia, mas o pároco mora conosco, assim fazemos uma comunidade de formação e de apostolado. Neste ano somos 23 pessoas debaixo do mesmo teto. 19 estudantes e 4 padres. Somos de várias nacionalidades diferentes: 2 brasileiros, 2 mexicanos, 4 italianos (3 padres e 1 estudante), 5 indonesianos (1 padre e 4 estudantes), 2 serraleoneses, 2 burundeses, 1 chadiano, 3 congoleses e 2 camaroneses. Vejam o mais bonito milagre do nosso santo fundador Conforti, a fraternidade sem fronteiras. Moramos juntos porque Cristo mesmo nos uniu e mostramos ao mundo que o sonho de Deus é fazer de todos uma só família.16 destes estudantes vão para a teologia e dois vão aprender o francês. Nossa comunidade não é auto-suficiente e dependemos da ajuda de benfeitores. Com a crise econômica elas estão diminuindo e ano passado fechamos o ano em negativo.
arquidiocese de Campinas. Nestes dois anos nunca recebi nenhum sinal de vida vindo da diocese nem de nenhum grupo de IAM ou do COMIDI. Eu recebi muito carinho e muitas notícias vindos de amigos que estão entre vocês. Entretanto penso também nos outros missionários da nossa diocese que trabalham pelo mundo esquecidos pela Igreja de origem. Meus confrades italianos, espanhois e indonesianos recebem noticias de suas dioceses. A culpa não vem de vocês porque a dimensão missionária esta nascendo no Brasil. Mas acho que já é tempo de agir. Vocês poderiam fazer uma lista dos missionários da diocese de Campinas que estão pelo mundo ou mesmo em zonas missionárias do Brasil. Descobrir seus endereços e mandar um cartão, uma revista da diocese, um pedido de testemunho, não sei, mas acho que seria um bom começo.  Quem sabe que no futuro serão nossas Igrejas do Brasil que substituirão as ajudas quem estão diminuindo na Europa.
Por fim quero agradecer as orações vindas de vocês e de nossas crianças. Tenho certeza que nos meus momentos difíceis foram elas que me sustentaram. Quero também dizer que recebi com muito pesar a notícia de nosso querido bispo Bruno. Gostei muito das suas homilias. E acreditava que seria ordenado por ele. Que ele seja uma luz la no céu intercedendo por cada um de nós e por todas as atividades e projetos da nossa diocese. Como tenho quase certeza de que vocês já sabem nosso fundador sera em breve São Guido Conforti. Esta notícia tem algumas consequências, a primeira é que o carisma xaveriano é um caminho de santidade. Assim sendo, nossa congregação deve festejar este novo sinal de aprovação do nosso carisma; A segunda é que conhecido como santo, sua espiritualidade e seu carisma são abertos à toda a Igreja à todos os cristãos e principalmente à vocês missionários apaixonados pela missão. Boas festas à todos nós!!!
E assim me despeço de vocês com um coração pleno de alegrias e saudades. Espero vê-los em breve para explicar melhor algumas das minhas afirmações. Um grande abraço, bom e belo trabalho à cada um e à cada uma. Que São Guido e Maria, mãe dos missionários, interceda por todos nós e pelas missões que tentam de maneira simples tornar Cristo mais amado e mais conhecido, primeiramente por nós mesmos e depois por todos os outros. 
Em Cristo,
Do vosso pequeno irmão,
Adriano Cunha Lima, sx


sábado, 1 de outubro de 2011

Essa coisa de saudade...


                                                                                         Por Evandro Carvalho 


"O que a memória ama fica eterno. Te amo com a memória imperecível"
(Adélia Prado)

Sou do tipo que gosto de rever coisas velhas, álbuns, retratos, cartas, enfim coisas que se tem poucos vestígios, mas que fazem brotar muitas saudades - e saudade é uma efemeridade do ontem e do hoje. Restando apenas uma neblina e um fundo musical. Às vezes suave, ou cheios de presságios! Quem nunca sentiu saudade que atire a primeira pedra. Existem manhãs que trazem cheiros de tempos remotos, de rostos inesquecíveis.
           
Saudade são vistas a longa distância que se repetem em quilhões, é uma lembrança que já aconteceu, ou que gostaríamos que tivesse acontecido. É passagem da infância para adolescência; da adolescência para vida adulta, mas saudade é e sempre será criança. É o primeiro beijo que foi tão fugaz e eterno debaixo de chuva; é o cheiro do orvalho; da comida que gostamos e que só de pensar sentimos o cheiro, e só de fechar os olhos vemos nossa mãezinha preparando. Saudade tem cheiro de paixão, e paixão é o avesso do corpo pedindo bis, é como um eco no centro de um deserto gritando por retrocesso.
           
Rubem Alves soube escrever muito bem do que se trata: “Saudade é o revés de um parto, é arrumar o quarto para o filho que já morreu”. É a ausência de um filho que não nasceu o espaço entre o finito e o infinito, uma mistura do belo e uma despedida. É o beijo que não aconteceu, a declaração de amor que se perdeu, a idade que passou, é a viagem que não deu certo, o barulho de chuva gostoso  que nos acalantava até dormirmos, é a mesa de piadas, a escola com os amiguinhos do primário. É o feemérico! Uma mistura do consumado e o desejado. É uma quimera!
           
E ela está em tudo, nas alegrias, nas tristezas, num fim de dia nublado ou frio, numa poesia, numa música. Está nos nossos sonhos. Os sonhos são amantes da saudade, é uma viagem para dentro escreveu Jostein Gaarder.

“Quando nós viajamos para longe, vamos para fora. E quando sonhamos viajamos para dentro. Quem sabe seja possível viajar em duas direções ao mesmo tempo?”

Os sonhos é uma carona para a saudade que tem como referência o tempo que foi preenchido ou que ficou para ser preenchido depois; a saudade não preenche o vazio, pelo contrário, abre o vazio, e o tempo preenchido vem em forma de alegria, sonata, de cheiro, chuva, música, vento frio, nuvens, cartas, presentes...  Saudade é isso, um presente a ser aberto! A emoção de desembrulhar o pacote!
Sabedoria é isto: é contemplar o aqui e o agora sem deixar ser desperdiçado por ele!

“O homem tem dois olhos - cita Alves – um somente vê o que se move no tempo que passa.
O outro,
Aquilo que é divino e eterno”.

Quiçá, o segredo fosse o olho da saudade, coisas divinas e eternas como o cariciar de duas mãos e uma troca de olhares apaixonados. Saudade é uma palavra que foi dita, porém não pronunciada, nem escrita, nem contada, apenas contemplada.  "As mais belas palavras, escrevera Leonardo da Vinci, foram pronunciadas no silêncio entre dois olhares." Saudade é enamorar uma cena da nossa vida em preto e branco. Ela tem cheiro de campo molhado, flores perfumadas, sorrisos inacabados, amores desejados, pontes não atravessadas..., saudade são águas que um rio levou; ventos que abre portas num vai e vem sem perder o mistério do pensamento. É o pensamento abrindo portas de um museu, com relíquias raras; é um acúmulo de lembranças boas, e dentre elas vem aquelas que dá vontade de rir, pular, gritar, chorar, fugir! É um treco fugaz que tranca o coração em lágrimas e alegrias. São fugas do pensamento também desejando sentir o mesmo, é uma viagem no infinito com peças selecionadas.
           
Não se fala, saudade não tem tempo, descrevendo-as, pronunciando-as, escrevendo-as, tenha consciência de sua eternidade, e que isso não duvide ninguém, é uma estrada onde o pensamento não tem direção.
“Uma coisa que não tem nome – escreveu José Saramago – essa coisa é o que somos”. Digo eu, uma coisa que não tem nome, essa coisa só pode ser saudade; o soluço do tempo encaixado e guardado no âmago do nosso ser.
           
Em uma frase a doutora Racher Remem disse: “Muitas coisas na vida não podem ser explicadas, apenas apreciadas”. E é assim, lembranças nostálgicas deve ser uma apreciação e reconhecimento que há coisas na vida que ficaram gravadas, e não sabemos onde, mas que de vez em quando são reviradas, e o distante fica perto, o coração bate mais forte porque toma consciência que saudade é um grande sinal que estamos envelhecendo.
Porém digo: saudade não se escreve, nem se fala, nem se descreve. Apenas se sente e pronto.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

"Jesus liberta da alienação”



Terça-Feira 30 de agosto
Evangelho – Lucas 4, 31-37
Jesus veio para libertar o homem que se acha preso pelas forças do mal. E aqui podemos notar que muitas destas forças são expressões daqueles que usam do poder e até da religião para oprimir, explorar e aprisionar os mais fracos.
Jesus não veio para destruir ninguém, e sim para fazer o ser humano voltar à consciência e a liberdade. Livre, a pessoa poderá segui-lo.
Jesus fala com autoridade, nota-se bem que Ele falava com autoridade, não sendo autoritário. A autoridade de Jesus vinha do fato de ser Ele a própria verdade, suas palavras eram expressão de sua vida. Falava daquilo que vivia, suas palavras vinham de seu sagrado coração.
 Não usava meias palavras, nem falava coisas para impressionar nem alienar como faziam os doutores da lei. O Objetivo de Jesus era bem claro, Ele falava daquilo que ouvia de seu Pai. Eram palavras de vida, por isso o povo ficava admirado com o que ouviam dele. O jeito de Jesus falar causava mudança de vida naqueles que acolhiam suas palavras. Acolhia a todos, devolvia lhes a vida.
Jesus não fazia teatro, mandou que o demônio se calasse e se retirasse. E assim aconteceu. Diferente do que vemos por ai, gente que dizem expulsar o demônio com teatrinhos. E com isso o povo simples se torna mais alienado ainda.
 O demônio existe e está por toda parte para destruir e matar. Não sejamos ingênuos de achar que as forças do mal são somente a expressão do poder, também isso, mas devemos viver de tal modo que o mal o próprio demônio não encontre espaço para agir em nossa vida.
 Vigilância e oração, para que o mal não venha nos usar e nos aprisionar. Jesus nos deixou o exemplo de como deve ser nosso proceder: evangelizar com fé e muito amor, evangelizar a partir da nossa experiência com o ressuscitado, porém conscientes que o mal vai fazer de tudo para impedir nossa missão.
São Paulo nos exorta: “Sejamos vigilantes e sóbrios. Jesus morreu por nós, para que, quer vigiando nesta vida, quer adormecido na morte, alcancemos a vida junto dele”.
Em Cristo

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Ser Pai


Ser pai é mais do que somente cumprir um papel dentro da família e da sociedade.
Ser pai é acima de tudo ser o amigo de todas as horas... é estar sempre próximo, acessível, buscando sempre estar presente na vida do filho.
Ser pai é uma missão divina, que coloca o ser humano próximo de seu criador, pois assim como o Ser Supremo que nos guia, o pai deve ser o farol dentro da vida de seus filhos, encaminhando-os no difícil trilhar dessa existência.
Ser pai é aceitar as responsabilidades que ultrapassem o limite de suas forças, mas mesmo arqueado pelo peso que o sufoca se ergue empedernido e supera, sempre lutando e alcança a vitória.
Ser pai é além de educar estar constantemente ao lado de seus filhos, abdicando muitas vezes de responsabilidades para desfrutar um jogo de bola, brincar de carrinhos, empinar pipas, andar de mãos dadas...
Ser pai é vencer o cansaço de um dia de trabalho e com o coração em festa sentar com o filho para ver um desenho animado...
Ah... O tempo passa os primeiros passinhos transformam-se em largas passadas e o garoto que um dia era um pirralho hoje lhe ultrapassa a altura.
Sim a missão é pesada e difícil, mas a recompensa virá no êxito do filho amado, no despertar e ver o homem que você criou.
(Ailton Carlos)