sábado, 5 de março de 2011

Convertei-vos e crede no Evangelho

     Quaresma, "tempo favorável" para reafirmanos nossa opção por Jesus Cristo e seu Reino. tempo em que Deus quer falar no mais íntimo de nosso coração.
     Na quarta-feira de cinzas  damos início ao tempo de preparação para a páscoa. Ao colocarmos a cinzas em nossas cabeças, lembramos que somos pó e ao pó voltaremos. As cinzas significam também conversão.
     A quaresma nos faz lembrar os quarenta anos do povo de Deus no deserto a caminho da terra prometida. Também os quarenta dias que Jesus passou no deserto. A igreja nos apresenta três praticas: A oração, o jejum e a esmola. A oração, nos faz voltar a ter um diálogo mais íntimo com Deus. O jejum, nos torna solidários com nossos irmãos que habitualmente passam fome, e a esmola nos ajuda a partilhar o que temos e denunciar as injustiças do acúmulo.
   
Procuremos viver bem este tempo favorável com mudança de vida, conversão sincera de coração. "Voltai para o Senhor, com todo coração, com jejuns, lagrimas e gemidos; rasguem o coração e não as vestes. Para que o senhor perdoe seu pecado" Jl 2,12-18. Sim, voltemos para nosso Deus pois Ele é bondoso e misericordioso.
     Como discípulos missionários de Jesus Cristo, seguimos seus passos. E com Ele assumimos nossas cruzes para com Ele celebrarmos a Páscoa da Ressurreição.
     Até lá irmãos e boa caminhada rumo a pascoa, onde nos encontraremos cheios de alegria.
Em Cristo
Rita Leite

quinta-feira, 3 de março de 2011

Vamos cuidar de nosso planeta

A criação geme como em dores de parto Rm 8,22

No princípio Deus criou o céu e a terra Gn 1,1. E Deus viu tudo o que havia feito, e tudo era muito bom. Gn1, 31. Deus criou tudo pela força de sua palavra e por sua vontade. Tudo participa do ser de Deus, pois foi criado por Ele. A Cf deste ano quer nos ajudar a resgatar com um olhar de fé a beleza da criação. Ter um olhar contemplativo, ver que a criação, a natureza, o nosso planeta deve ser cuidado com amor. Ao destruir o planeta, o meio ambiente, perdemos nossa fé, perdemos a chance de contemplar Deus na beleza da criação. Também temos que olhar a vida, a pessoa humana e respeitá-la. Refletir sobre as agressões à ecologia, mas principalmente a vida humana, destruida e desrespeitada desde o o primeiro momento de sua existência até seu momento derradeiro. A CF deve nos ajudar a ter um olhar de amor por tudo que Deus criou e entregou aos nossos cuidados. Que a ganância e o uso indevido dos recursos naturais não nos leve a destruir e matar nossa mãe terra. Pois se a matarmos morrerremos com ela. Façamos nossa parte, contribuindo para manter a vida, as àrvores os animais. Tenhamos a coragem de denunciar os abussos que são cometidos em mnome do progresso. Talvez você me diga: o que eu faço é pequeno demais diante de tanta destruição. Sim, é pequeno, mas é a sua parte, cabe a você zelar e cuidar para deixar para teus filhos e netos um mundo melhor. Mas não sejamos ingênuos de achar que resolveremos tudo só com este periodo da Cf 2011. E preciso mudanças de hábitos, rever os valores, ter conciência que se não fizermos nada agora, amanhã poderá ser tarde demais. Os maiores poluidores e destruidores da natureza não tem ou não querem ter esta esta conciência, preferem continuar com o acúmulo desenfreado do ter cada vez mais. Façamos nossa parte e lutemos para que todos venham a amar e respeitar a obra da criação. E em paz e hamonia com a criação possamos louvar e agradecer a Deus Pai, por tão grande dádiva que é a vida e vida em plenitude.
Rita Leite

terça-feira, 1 de março de 2011

Missão é partir

Missão é partir
Caminhar...
Deixar tudo, sair de si.
Quebrar a crosta do egoísmo que
nos fecha no nosso eu.

    É parar de dar volta ao redor de nós mesmos, como se fôssemos o centro do mundo e da vida
Missão é sempre partir, mas não devorar quilõmetros.
É sobretudo abrir-se aos outros como irmãos,
descobri-los e encontrá-los.
    E se encontrá-los e amá-los é preciso atravessar os mares e voar lá nos céus. Então missão é partir até os confis do mundo.

Dom Hélder Câmara

Campanha da Fraternidade 2011

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) propõe a cada ano, através da Campanha da Fraternidade (CF), um itinerário evangelizador fortemente voltado para a conversão pessoal e comunitária, em preparação à Páscoa. Em 2011, a CF atinge um marco importante pela 47ª vez!
Os objetivos gerais da CF são sempre os mesmos e decorrem da missão evangelizadora que a Igreja recebeu de Jesus Cristo: em vista do mandamento do amor fraterno, despertar e nutrir o espírito comunitário no meio do povo e a verdadeira solidariedade na busca do bem comum; educar para a vida fraterna, a partir da justiça e do amor, que são exigências centrais do Evangelho; renovar a consciência sobre a responsabilidade de todos na ação evangelizadora da Igreja, na promoção humana e na edificação de uma sociedade justa e solidária.
Durante esses quarenta e sete anos, a CF passou por três fases distintas: no início, os temas eram mais relacionados com a renovação da Igreja (1964 e 1965) e a renovação pessoal do cristão (1966 a 1972). Na segunda fase (1973 a 1984), a preocupação era mais voltada para a realidade social mediante a denúncia do pecado social e a promoção da justiça (Gaudium ET Spes, Medellín e Puebla). Na terceira fase (de 1985 até o presente), a Igreja no Brasil propõe temas de reflexão e conversão relativos às várias situações sociais e existenciais do povo brasileiro, que requerem maior fraternidade.
Em 2011 estaremos falando sobre meio ambiente, a gravidade do aquecimento global e das mudanças climáticas – causas e conseqüências. Tema: Fraternidade e a Vida no Planeta; Lema "A Criação Geme em Dores de parto", (Rm 8,22). Não há como não se dar conta que esta campanha esta ligada a Campanha de 2010, ora o fator econômico não esta relacionado à situação de nosso planeta hoje? Somos todos moradores de uma mesma casa, gostando disso ou não estamos interligados. Não há como simplesmente virar as costas e não se importar, afinal se ocorresse uma catástrofe a nível global para onde iríamos? Aquecimento global, mudanças geológicas nada mais é do que reações as nossas ações. A Campanha da Fraternidade de 2011, de maneira primorosa como sempre, vem justamente nos alertar desta verdade tudo o que fazemos pode prejudicar ou ajudar a salvar nosso planeta nos dá a oportunidade de como uma família sentarmos juntos e elaborarmos ações para salvar a nossa casa.
Em cada catástrofe seja ela terremotos, inundações, podemos sentir o planeta gemer, e a humanidade fazendo o mesmo, este gemido tem uma conotação de tristeza imensa. Ainda estamos em tempo hábil para reverter esta situação podemos transformar estes gemidos de dor em gemidos de amor e de esperança, sim podemos iniciar um período de gestação e após este período em que nos organizaremos com ações que ajudem a preservar o meio ambiente, receberemos de volta um planeta saudável, resgataremos o planeta que nos foi dado por Deus.
Esta campanha não é uma utopia e sim um alerta de que atitudes devem ser tomadas, não por uma minoria, mas por um todo, este planeta é nossa casa, precisamos ser fraternos, gerar ações que nos levem ao bem comum.
E para reforçar nossas expectativas aos Gestos Concretos que com certeza surgirão em nossas Paróquias, Sociedade através da conversão individual e coletiva nesta quaresma, sugerimos para nos estimular ao amor fraterno entre irmãos e irmãs comprometidos com o Meio Ambiente, louvarmos ao Senhor como São Francisco de Assis o fez por todas as criaturas que fazem parte da vida planetária.
Que a oração em que São Francisco louva a Deus pelas criaturas, nos inspire novas atitudes e nos ajude a ser transformados pelo Espírito de Deus de modo a resgatarmos atitudes de quem cultiva e cuida do seu jardim, esta obra maravilhosa, que hoje requer socorro dos autênticos filhos de Deus, e de todos aqueles que empreendem ações sinceras e despojadas em favor do planeta.
Dom Guido Maria Conforti.
Fundou a Congregação dos Missionários Xaverianos
Guido Maria Conforti nasceu no dia 30 de março de 1865, em Ravadese, província de Parma, norte da Itália. Filho de pais piedosos, foi educado no amor a Deus e ao próximo. Concluiu o estudo elementar com irmãos das escolas cristãs. Nessa oportunidade, seu pai compreendeu que o sonho de ver o filho dirigindo os negócios agrícolas da família jamais seria realizado. Guido tinha vocação para a vida religiosa.
Assim, ingressou no seminário, estimulado pelos pais. Lá, após ler a biografia de são Francisco Xavier, foi a vez de Guido abraçar um sonho: ir para a China, continuar a missão do santo. Aos dezessete anos de idade, enfrentou dificuldades de saúde, o mal da epilepsia, que quase o impediu de continuar. Rezou para Nossa Senhora com muita fé e obteve a graça para superar a doença. Em 1888, recebeu a ordenação sacerdotal. Mas foi designado para professor do seminário e depois nomeado vice-reitor. O que fez o sonho das missões no Oriente permanecer adormecido no seu coração.
Aos vinte e oito anos, quando Guido Conforti já era cônego da catedral de Parma, decidiu que era hora de executar seu sonho. Dois anos depois, em 1895, devido à falta de recursos, fundou a Congregação dos Missionários Xaverianos para a Evangelização dos Não-Cristãos, hoje chamado apenas de Instituto Xaveriano. Nessa época, seu pai morreu e toda a herança que recebeu aplicou na sua Obra. Comprou uma casa, onde abrigou os primeiros dezessete seminaristas. Não precisou aguardar muito, pois em março de 1899 os dois primeiros xaverianos seguiram em missão para a China. Pouco depois, em 1902, o próprio fundador emitiu os votos religiosos e recebeu o hábito dos xaverianos, em Roma, para dedicar-se só às missões.
Entretanto qual não foi sua surpresa ao ser nomeado arcebispo de Ravena. Obediente, Guido Conforti assumiu o posto. Um ano depois, por motivos de saúde, pediu à Santa Sé para poder renunciar o cargo. Voltou para Parma, onde trabalhou na consolidação da sua Obra. Ocorre que o carisma do Instituto atendia plenamente os anseios da Igreja, que nesse período estava instalando a prefeitura apostólica de Honan, na China. Foi então que a Santa Sé confiou essa administração ao Instituto Xaveriano, em 1906. Desde então, pequenos grupos de missionários xaverianos começaram a seguir para o Oriente.
Em 1907, Guido Conforti foi novamente solicitado para o serviço episcopal. Agora, como auxiliar do bispo de Parma, depois como seu sucessor. Administrou a diocese por vinte e cinco anos, numa intensa atividade: foram dois sínodos e cinco visitas pastorais nas trezentas paróquias. Enquanto isso o Instituto também se expandia por toda a Itália.
A alegria estampava o rosto do fundador, quando, em 1912, na condição de bispo de Parma, ele consagrou, naquela catedral, o primeiro bispo xaveriano, Luigi Calza, nomeado para Cheng-Chow, na China. O Instituto consolidava-se cada vez mais no mundo. Mas para que a Obra ficasse completa, ele criou, junto com padre Paulo Manna, a União Missionária do Clero, sendo eleito o primeiro presidente.
Guido Conforti viajou só uma vez para a China, em 1928, para visitar e encorajar os seus filhos xaverianos. Depois de algum tempo, morreu, com apenas sessenta e seis anos, no dia 5 de novembro de 1931. Mas a sua Obra floresceu em 1945, quando foi fundado o Instituto das Missionárias de Maria, ou xaverianas, pelo padre Giacomo Spagnolo e a leiga Celestina Bottego.
Em 1996, o papa João Paulo II proclamou-o bem-aventurado. Atualmente, os xaverianos e as xaverianas dirigem e trabalham em vários países de todos os continentes, inclusive no Brasil. A festa do bem-aventurado Guido Maria Conforti ocorre no dia de sua morte.
Dom Guido Maria Conforti será canonizado dia 23 de o0utubro dia mundial das missões.
Deus seja louvado
Eu Tenho Um Sonho
Martin Luther King
"E eu lhes digo meus amigos: apesar das dificuldades que enfrentamos hoje e amanhã, eu ainda tenho um sonho. É um sonho enraizado no sonho americano. Eu tenho um sonho de que um dia esta nação se levantará e dará testemunho do verdadeiro significado do sua crença; nós conservamos estas verdades para que fique auto-evidente: que todos os homens foram criados iguais.

Eu tenho um sonho, que um dia sobre as colinas vermelhas da Geórgia os antigos donos de escravos serão capazes de assentarem-se juntos à mesa da irmandade. Eu tenho um sonho que um dia, mesmo o estado do Mississipi, sufocado pelo calor da injustiça, sufocado com o calor da opressão, será transformado em um oásis de liberdade e justiça.


Eu tenho um sonho: Que um dia esta nação se porá de pé e viverá o verdadeiro significado de sua crença: Nós conservamos esta verdade para ser auto-declarada, que todos os homens foram criados iguais. Eu tenho um sonho, e nele, meus quatro filhos pequenos viverão em uma nação em que não mais serão julgados pela cor de sua pele, mas pelo conteúdo de seus caráteres."


Eu tenho um sonho hoje. Eu tenho um sonho de que um dia lá embaixo no Alabama com seus vícios racistas, com seu governador tendo em seus lábios palavras de interposição e nulificação, um dia bem ali no Alabama, os garotinhos negros e menininhas negras serão capazes de andar de mãos dadas com os garotinhos brancos e menininhas brancas como irmãs e irmãos. Eu tenho hoje este sonho.

Esta esperança é nossa esperança. É com esta fé que eu me volto para o Sul. É com esta fé que nós seremos capazes de transformar a montanha do desespero em uma pedra de esperança. Com esta fé nós seremos capazes de trabalhar juntos, lutar juntos, para juntos ficarmos de pé pela liberdade, sabendo que um dia, nós seremos livres"
"Deixe a liberdade ressoar. Nos cumes das colinas prodigiosas do Novo Hampshire, deixe a liberdade ressoar. Nas montanhas poderosas de Nova York, deixe a liberdade ressoar. Nas elevações dos Alleghenies da Pensilvânia, deixe a liberdade ressoar. Mas não só isto; deixe a liberdade ressoar no Monte Stone da Geórgia. Deixe a liberdade ressoar em cada colina e até nos montículos de terra das toupeiras do Mississippi.

E quando isto acontecer, quando nós a deixarmos ressoar, vamos nos apressar para aquele dia quando nós, todos os filhos de Deus, homens pretos e homens brancos, judeus e pagãos, protestantes e católicos, seremos capazes de nos dar as mãos e cantar as palavras do velho negro espiritual:


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"Livre por fim, livre por fim /

Graças ao Poderoso Deus / Por fim eu estou livre."