quarta-feira, 16 de março de 2011

Missão além-fronteiras

  Partilho com você um pouquinho do que sinto estando aqui do outro lado do Atlântico, com esta gente maravilhosa, que é o povo camaronês.
Existe uma canção do “Gen Verde” que ilustra muito bem tudo o que vivo. Ela diz assim:

Vejo rostos diferentes
Dessa gente ao meu lado.
Quanta vida, quanta sede de felicidade.
Quantos sonhos já vividos,
Mundos tão desconhecidos,
Universos cheios de esplendor!
...
Em meu coração acolho
A esperança e a dor,
O silêncio e o canto
Dessa gente ao meu redor.
Em seu pranto, em seu sorriso,
O meu pranto, o meu sorriso ;
Quem esta ao meu lado é igual a mim!

                               ...            (Gen Rosso)


O missionário além-fronteiras, como todo cristão, é alguém que descobriu em Jesus Cristo um amigo. Alguém que encontrou no Evangelho um caminho de vida e de felicidade. Eu sou um destes missionários. Hoje moro num belo país africano, os Camarões. Ele tem o tamanho do Estado de Minas Gerais e conta com uma população de quase 20 milhões de habitantes. Ele tem mais de 200 línguas e cada uma delas representa um povo, uma cultura, uma família diferente. Temos o costume de chamar os Camarões de “Africa em Miniatura”, pois tem uma grande variedade de fauna, flora, clima e povos. O que falar dos camaroneses? Bom, eles sabem celebrar a vida. Adoram festejar. Cantam muito bem, e tenho certeza que nem preciso falar de como dançam. Minha comunidade se encontra na periferia da capital, Yaoundé. Aqui se mistura a tradição e a modernidade. Ao mesmo tempo que os adolescentes tocam muito bem um tambor, eles me ensinam como enviar um SMS.
E bem aqui com esta gente bonita, que chamo de irmãos, é juntinho dela, que tento viver minha vida ao lado deste amigo Jesus. é aqui que tento conhecê-lo mais. é aqui que descubro novos caminhos da Estrada do Evangelho. Se durante as aulas de teologia posso compreender melhor algumas coisas sobre Deus, é no sorriso das crianças, que moram e brincam em volta da minha casa, que eu posso senti-lo melhor. Teria muitas outras coisas para contar. Entretanto, tentei escrever de maneira livre e espontânea o que saiu do coração! Um grande abraço. Prometo minhas orações e conto com as suas.

Seu irmão,
Adriano