quarta-feira, 23 de março de 2011

Carta do Planeta Terra



Senhor morador,

Gostaria de informar que o contrato de aluguel que acordamos a bilhões de anos está vencendo e precisamos renová-lo, porém, existem alguns pontos fundamentais que precisamos acertar.

1º. Você precisa pagar a conta de energia, está muito alta. Como é que você gasta tanto?

2º. Antes eu fornecia água em abundância, hoje eu não disponho mais desta quantidade. Precisamos renegociar o uso.

3º. Porque alguns na casa comem o suficiente e outros morrem de fome se o quintal é tão grande? Se cuidar da terra vai ter alimento para todos!

4º. Você cortou as árvores que dão sombra, ar e equilíbrio. O sol está quente e o calor aumentou. Você precisa replantar novamente!

5º. Todos os bichos e plantas do imenso jardim devem ser cuidados e preservados. Procurei alguns animais e não encontrei. Sei que quando aluguei a casa eles existiam.

6º. Precisam verificar que cores estranhas são essas que estão no céu! Não vejo o azul!

7º. Por falar em lixo, que sujeira, hein? Encontrei objetos estranhos no caminho! Isopor, pneus, plásticos...

8º. Não vi os peixes que estavam nos rios e lagos. Vocês pescaram todos? Onde estão?

Bom, já era hora de nós conversarmos.

Preciso saber se você quer morar ainda aqui.

Caso afirmativo, o que você pode fazer pra cumprir o contrato?

Gostaria de ter você sempre comigo, mas tudo tem um limite.

Você pode mudar?

Aguardo resposta e atitudes.

SUA CASA - A TERRA

terça-feira, 22 de março de 2011

Jesus e a Mulher Samaritana


          “Se conhecesses o Dom de Deus ; e quem te pede “dá-me de beber” você mesma a pediria, e Ele te daria água viva”.
          O encontro da mulher samaritana com Jesus foi algo maravilhoso. Primeiro ela estranha o fato de um judeu estar falando com uma mulher samaritana. Mas logo percebe que ali está alguém diferente, especial. Jesus inicia um diálogo com ela. Pede a ela: Dá-me de beber. Logo em seguida lhe dá a conhecer que é possuidor de uma água muito melhor. A mulher tem sede de Deus.
          A humanidade tem sede de Deus.  Ela pede a Jesus esta água que sacia a sede de seu coração. Ela deseja ter fé. Quer matar sua sede de amor. Sede que tantas vezes buscou saciar em lugares errados, com pessoas erradas. Assim também somos nós, tantas vezes tentamos matar nossa sede em águas sujas que o mundo nos oferece. Jesus revela-se como aquele que responda as aspirações mais profundas da pessoa humana. “Quem beber desta água nunca mais terá sede”. Disse Jesus.
          Depois do diálogo com Jesus a mulher deixa seu cântaro e vai aos outros e lhes comunica: conheci um homem que disse tudo o que eu fiz. Não será ele o Cristo? Tendo reconhecido em Jesus o Dom do Pai, ela vai aos outros, vai anunciar. Foi discípula e missionária. Muitas vezes, temos um conhecimento muito intelectual da pessoa de Jesus Cristo. Por vezes anunciamos um Jesus distante, que está em nossa mente, mas não em nosso coração. E Jesus diz que os verdadeiros adoradores, adorarão o Pai em Espírito e verdade. É necessário então primeiramente fazer a experiência com o Cristo vivo presente no meio de nós, para só depois anuncia-lo. Anunciar Jesus só pelo nosso intelecto não convence. É preciso que aconteça o encontro pessoal com jesus. Precisamos aprender a ter entusiasmo pelo anuncio do Evangelho.
          Aquela mulher anunciou que havia encontrado o Cristo de uma maneira tão comovente que os samaritanos foram ao encontro de Jesus e creram nele. E diziam: já não é por causa das tuas palavras que cremos, pois nós mesmos ouvimos e sabemos que este é verdadeiramente o Salvador do mundo. Que lindo isso.
          Quando o conhecimento da pessoa de Jesus passa pelo nosso coração, já não é preciso que ninguém o diga, cremos porque fizemos uma experiência pessoal com Jesus. Já não é por que outros nos falaram dele, mas é porque ouvimos tudo do próprio Cristo.
Senhor dá-me sempre desta água viva. Amém.
Rita Leite

segunda-feira, 21 de março de 2011

Sou apenas um passarinho

Considero-me apenas um mero passarinho coberto de leve penugem, não sou uma águia, só tenho dela os olhos e coração, pois apesar da minha extrema pequenez ouso fixar o Sol Divino, o Sol do Amor e meu coração sente em si todas as aspirações da águia...
O passarinho quer voar para o Sol brilhante que lhe fascina o olhar;
quer imitar as Águias, suas irmãs, que vê elevarem-se até ao fogo divino da Santíssima Trindade... Pobre dele! tudo quanto pode fazer é agitar as suas asinhas; mas levantar voo, isso não está no seu pequeno poder! Que será dele? Morrerá de desgosto, ao ver-se impotente?... Oh, não! o passarinho nem sequer se vai afligir. Com um audacioso abandono, quer ficar a fixar o seu divino Sol. Nada seria capaz de o assustar, nem o vento nem a chuva; e se nuvens sombrias chegam a esconder o Astro do Amor, o passarinho não muda de lugar, pois sabe que para além das nuvens o seu Sol brilha sempre, e que o seu brilho não se poderia eclipsar nem por um instante sequer.
É verdade que às vezes  o coração do passarinho se vê acometido pela tempestade; parece-lhe não acreditar que existe outra coisa, a não ser as nuvens que o envolvem. É então o momento da alegria perfeita para a pobre e débil criaturinha. Que felicidade para ela, permanecer ali, apesar de tudo, e fixar a luz invisível que se esconde à sua fé!!!...
Jesus, até agora compreendo o teu amor para com o passarinho pois ele não se afasta de Ti. Mas eu sei, e Tu também o sabes, muitas vezes a imperfeita criaturinha, ficando embora no seu lugar (isto é, sob os raios do Sol), deixa‑se distrair um pouco da sua única ocupação; apanha um grãozito à direita e à esquerda, corre atrás de um inseto... Depois, encontrando uma pocinha dàgua, molha as penas ainda mal formadas; quando vê uma flor que lhe agrada o seu espírito entretém-se com essa flor... Enfim! não podendo pairar como as Águias, o pobre passarinho entretém-se ainda com as bagatelas da terra. Não obstante, depois de todas as suas travessuras, em vez de se ir esconder num canto para chorar a sua miséria e morrer de arrependimento, o passarinho volta-se para o seu Bem‑amado Sol, expõe as asinhas molhadas aos seus raios benfazejos, geme como a andorinha e, no seu doce cantar, confia, conta em pormenor as suas infidelidades, pensando, no seu temerário abandono, conseguir assim maior influência e atrair mais plenamente o amor d’Aquele que não veio chamar os justos mas os pecadores... Se o Astro Adorado continuar surdo ao chilrear plangente da sua criaturinha, se permanecer velado..., pois bem: a criaturinha continua molhada, aceita ficar gelada, e ainda se alegra com esse sofrimento que, aliás, mereceu...
Ó Jesus! como o teu passarinho está contente por ser débil e pequeno. Que seria dele se fosse grande?... Nunca teria a audácia de aparecer na tua presença, de dormitar diante de Ti... Sim, aí está mais uma fraqueza do passarinho: quando quer fixar o Divino Sol, e as nuvens o impedem de ver um único raio, contra sua vontade os seus olhinhos fecham-se, a sua cabecinha esconde-se debaixo da asinha, e a pobre criaturinha adormece, julgando fixar ainda o seu Astro Querido. Ao acordar, não fica desolado, o seu coraçãozinho fica em paz, e recomeça o seu ofício de amor. Invoca os Anjos e os Santos que se elevam como Águias em direção ao Fogo devorador, objeto do seu desejo.
E as Águias, compadecendo-se do seu irmãozinho, protegem-no, defendem-no, e põem em fuga os abutres que o queriam devorar. Os abutres, imagem do demónio, o passarinho não os teme, pois não está destinado a ser presa deles, mas da Águia que contempla no centro do Sol do Amor.
Por tanto tempo quanto quiseres, ó meu Bem-amado, o teu passarinho ficará sem forças e sem asas; permanecerá sempre com os olhos fixos em Ti. Quer ser fascinado pelo teu divino olhar, quer tornar‑se a presa do teu Amor... Um dia, assim o espero, Águia adorada, virás buscar o teu passarinho e, subindo com ele para o Fogo do Amor, mergulhá‑lo‑ás eternamente no ardente Abismo desse Amor, ao qual se ofereceu como vítima...
 História de uma alma Santa Teresinha

Credo Missionário


Cremos que Deus nos escolheu desde o seio materno, nos chamou por sua graça e resolveu revelar em nós, o seu Filho, para que O anunciássemos (Gl 1,15-16) até os confins da terra (At 1,8).

Cremos ser missionários e missionárias por vocação, servos e servas de Jesus Cristo, escolhidos e escolhidas para anunciar o Evangelho de Deus (Rm 1,1).

Cremos que a Missão não vem de nós, ela é a resposta ao Plano do Pai que, em seu imenso amor quer a salvação da humanidade e por isso lhe “deu seu Filho único, para que todo o que Nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3,16).

Cremos que Cristo Jesus nos considerou dignos de confiança tomando-nos para o seu serviço (1 Tm 1,12) missionário e profético em nossas comunidades que querem “ver e encontrar Jesus”, (Jo 12,21) “Caminho, Verdade e Vida” (Jo 14,6).
Cremos que como batizados e batizadas, devemos “comportar-nos de maneira digna da vocação a que fomos chamados” (Ef 4,1) levando aos irmãos e irmãs o anúncio do Ressuscitado: “Vimos o Senhor” (Jo 20,25).

Cremos que é tarefa da Igreja continuar a missão iniciada por Jesus. Foi Dele que no dia da Ascensão, recebeu o mandato: “Ide, pois e ensinai a todas as nações” (Mt 28,18-19).

Cremos que o Espírito Santo acompanha a Igreja em sua atividade missionária, pois o Cristo prometeu “estar conosco todos os dias, até o fim do mundo” (Mt 28,20).

Cremos na Igreja missionária, geradora de esperança, que caminha ao lado dos pobres e excluídos (Lc 4,18-20) e que anda nas estradas do mundo “sem ser do mundo” (Jo 17,15).

Cremos que Maria, Estrela da Evangelização faz caminho com todos os missionários e missionárias ensinando-lhe a aceitar com alegria o pedido feito nas bodas de Caná: “fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2, 5). Amém

Disponibilizado pela CNBB

Pai-Nosso Missionário

Pai-Nosso.
Pai dos seis bilhões de pessoas
que povoam a terra inteira

Que estais nos céus
Na nossa família,
no nosso país, e em todo o mundo

Santificado seja o vosso nome
Sobretudo na pessoa dos mais pobres
e dos mais abandonados.

Venha a nós o vosso reino. E aos irmãos dos cinco continentes
sobretudo os que não vos conhecem

Seja feita a vossa vontade
assim na terra como no Céu
Para que todos vivam na justiça,
na paz e no amor
e sigam pelo caminho da verdade

O pão nosso de cada dia nos dai hoje
Às vítimas da fome e do ódio, da violência e da guerra,
da miséria e da perseguição,
da exclusão e da injustiça,
do analfabetismo e do abandono, da droga e do álcool,
do desespero e da falta de sentido para a vida.

Perdoai-nos as nossas ofensas
assim como nós perdoamos
a que nos tem ofendido
Mesmo a quem nos fez mal,
nos odeia e nos persegue.

E não nos deixeis cair em tentação
de cruzar os braços diante dos problemas
por egoísmo, por medo ou por cansaço.

Mas livrai-nos do mal
Sobretudo de esquecer ou ignorar
o vosso apelo missionário
de amar e servir todas as pessoas. Amem.
(Obras Pontifícias Missionárias)