quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Ordenação Diaconal de Adriano Cunha Lima



"Quem arrisca, o Senhor não o desilude; e, quando alguém dá um pequeno passo em direção a Jesus, descobre que Ele já aguardava de braços abertos a sua chegada." (Papa Francisco). Sair de si ir onde Deus nos chama, esta é a missão de todo batizado(a). Todos nós, batizados, que temos consciência de quem somos e sabemos que não temos o direito de guardar apenas para nós o Evangelho. O Evangelho deve ser levado aqueles que nunca ouviram falar de Jesus, e também aqueles que já ouviram mas não o acolheram em suas vidas. Adriano Cunha Lima, ouvindo o chamado de Deus para levar a Boa Nova além fronteiras deu seu SIM e dia 14 de dezembro foi ordenado Diácono.  Disse ele: "Deus trabalha. Eu ainda não assimilei toda a bondade de Deus em um sacramento de ordenação. Imagina... nós fraquinhos assim e ele nos pede ajuda para realizarmos a sua
obra. O padre não tem sentido se ele não está ligado no sacerdócio de Jesus. Os padres são mãos do único sacerdote JESUS. E o diaconato... que coisa bonita... Deus liga a gente... por uma graça que nunca se apaga... ao seu serviço... deveríamos parecer com ele na imagem de Jesus lavando os pés dos discípulos... o diaconato não tem nada a ver com honra... mas com serviço...meu coração esta cheio e alegria por esta graça recebida. Sair sempre! E isto com amor e com ternura de Deus, no respeito e na paciência, conscientes de que nós oferecemos as nossas mãos, nossos pés, e o nosso coração,mas é Deus quem nos guia e torna fecunda cada uma das nossas obras."
Adriano Cunha Lima nasceu em Itaim Paulista (SP) no dia 19 de Março de 1987. Após alguns anos de formação em Curitiba (PR) e Hortolandia (SP), consagrou-se a Deus para a missão além fronteiras no dia 5 de Julho de 2009. Foi estudar teologia a Yaoundé (Camaroes), e no final de 2013 celebrou a profissão perpetua e a ordenação diaconal.Dia 09 de Agosto de 2014 será aOrdenação Presbiteral na Paróquia São Pedro Apóstolo em Sumaré SP.

Que Deus abençoe tua caminhada Adriano. Conte sempre com nossas orações e nosso amor.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

TESTEMUNHO DO JOVEM MATIAS

“O nosso primeiro serviço ao Reino de Deus é o anuncio de Cristo e da sua mensagem, com a palavra e com a vida” [...] (Mc 2,2).
Ser missionário é responder ao chamado que Cristo nos  faz constantemente de ir e anunciar
 o Evangelho a todos os povos.  Nossa  missão dentro da Igreja começa quando, pelo batismo, recebemos o chamado a sermos: “sacerdote, profeta e rei”, no serviço ao Reino de Deus. 

Sacerdote porque participamos do sacerdócio de Cristo, tornando-nos “outro Cristo”. Ser cristão é tornar-se profeta, porque devemos anunciar o plano de Deus e denunciar o que a ele se opõe. Como rei, nós servimos aos irmãos e à comunidade, e somos também herdeiros do Reino de Deus. E por esta graça nos tornamos membros vivos da Igreja.

Não sei dizer ao certo se alguém influenciou diretamente a minha vocação. O que lembro é que ainda criança, com pouco mais de 6 anos, dizia que queria ser padre. Fui coroinha até a adolescência, e desde daquela época meu desejo vocacional só aumentou, e fui aprendendo sobre a palavra de Deus e sentia cada vez mais o amor de Cristo em meu coração. Fiz encontros vocacionais, participei de pastorais e movimentos jovens, e tudo contribui para dar o meu sim a Deus. Mas antes de caminhar nesta direção vivi como qualquer outro jovem, sempre em busca de sonhos e de realizações, trabalhei, namorei, estudei numa universidade, e sempre me questionava se estava no lugar certo, se realmente era esta a minha “missão”, pois o coração era dividido entre dois “amores”, viver como leigo, ou seguir a vocação sacerdotal.

Com o tempo, em um momento da minha vida em que tudo caminhava muito bem, em eu que poderia fazer tanta coisa, pois tinha um bom emprego, um bom salário, poderia ter “luxos” e vivenciar “prazeres”, ou encontrar a mãe dos meus futuros filhos, decidi parar e repensar meus objetivos, e disse o meu sim para Deus. Respondi sim a vocação religiosa e missionária, junto aos Missionários Xaverianos, e estou seguindo o caminho formativo rumo ao sacerdócio missionário.
A missão nos chama e a Igreja necessita de pessoas que abracem a causa de anunciar a Boa Nova. Precisa de jovens que com a sua juventude, agarrem o propósito de levar Jesus a todos os povos. Vivemos em tempos onde é difícil seguir sem ser tentado pelo mundo, mas como nos diz São Paulo: ''vivemos no mundo, mas não pertencemos a ele''. A única certeza que temos é que: estamos aqui de passagem,  e se faz necessário querermos e almejarmos o céu, a glória eterna.
Como consagrado sigo o propósito de proclamar a todos que Jesus Cristo é o nosso Salvador. O mundo está justamente nos mostrando o contrário, vive como se Deus não existisse, e tem feito de tudo para que as pessoas se afastem Dele. Prega-se que não é possível viver a santidade, que é coisa do passado ir e seguir os ensinamentos da Igreja, mas a força do jovem é grande e mostra a todos que é maravilhoso ser cristão, ser de Deus, buscar a Deus e torná-lo conhecido por todos.
Sou feliz em seguir a vocação religiosa, buscando servir o Reino de Deus. Vivo a missão de batizado e consagrado. Como jovem, não é fácil viver como consagrado no mundo de hoje, mas a força vem D’aquele que primeiro nos amou. Portanto, ser religioso, religiosa ou vocacionado, é responder ao grande amor de Deus. Quando decidimos pela vocação, não perdemos nada na vida, mas nos é acrescentado “bens e amores” ainda maiores que, de outra forma não poderíamos conseguir: os bens recebidos são as experiências que podemos fazer como missionários pelo mundo inteiro, aprendendo da vida e da cultura de tantos povos, e os amores são: carinho, afeto e gratidão que recebemos ao sermos acolhidos por novos país, mães e irmãos que Deus vai nos apresentando no dia-a-dia da missão.

                           Atenciosamente,

                                                              Matias Filho

terça-feira, 5 de novembro de 2013

SÃO GUIDO MARIA CONFORTI Rogai a Deus por nós!
Ó Deus, que, mediante a contemplação da cruz, imprimistes no coração de são Guido Maria Conforti o desejo ardente de anunciar o evangelho a todos os povos e doastes à vossa Igreja um pastor forte e generoso, por sua intercessão concedei também a nós trabalharmos constantemente pela salvação dos nossos irmãos, impelidos pela mesma caridade de Cristo, vosso Filho, que conosco vive e reina na unidade do Espírito Santo.
Dia 05 de novembro/ Comemoração São GUIDO MARIA CONFORTI: Bispo, fundador da instituição dos missionários xaverianos, definido por isso como o “pastor de dois rebanhos”. Sacerdote diocesano em Parma (1888), arcebispo, primeiro em Ravena, depois em Parma, em 1885 funda uma congregação com o fim principal de evangelizar os não-cristãos. Afirma com veemência que a evangelização destes em toda a parte da terra, assim como a cooperação à missio ad gentes e a permuta de dons entre as Igrejas constituem índice e ao mesmo tempo fonte de vitalidade e de renovação. Leão XIII, quando o nomeou arcebispo de Ravena aos 38 anos, disse-lhe: “Soube que querias ir à China. Ravena é a China da Itália!” Em 1904 demite-se por motivo de saúde, retorna a seu instituto, até que Pio X o nomeia bispo de Parma, onde permanece até a morte, por cerca de 25 anos. Irá à China em 1928, para visitar a comunidade confiada a seus missionários. Morre a 5 de novembro de 1931 e é beatificado em 17 de março de 1966.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

"O amigo é um presente de Deus"


Saudade se assemelha a uma estrada, quanto mais longa maior o desafio do condutor. Na amizade essa distância física implica em nos remeter as lembranças e que boas risadas elas nos trazem.

Na amizade é assim, um longo caminho que pode me levar a qualquer direção, pois como dizia Santo Agostinho “Onde há verdadeira amizade não há necessidade“. Perto ou longe o que fica no coração é a certeza de que o que Deus plantou o tempo irá cuidar e fazer crescer.

Sim a fé nasceu do amor de Deus para com a humanidade, a amizade nasceu da ousadia do homem ao seu criador. Se a finalidade de nossas obras é o amor, a amizade já nos traduz isso no cotidiano, ou seja, o amigo conhece nossa alma, sabe andar no solo de nosso coração sem ferir. A amizade é um tesouro infinito, o amigo estando perto ou longe é amigo, ele valoriza a grande dádiva que Deus plantou nesta terra.

Ser amigo é ser apoio, ser presença, ser silêncio, mas antes de tudo ser amor.

A amizade é um vínculo infinito, Deus o criou para que a pessoa humana tivesse um tesouro, um apoio que o conduzisse ao coração d’Ele. Nessa estrada de indas e vindas nosso Senhor nos proporcionou uma grande riqueza, um ao outro, sim isso mesmo. A amizade é um terreno fértil que a cada dia precisa ser regado, só assim com o tempo veremos seus frutos.
 

A distância não ofusca o plano original de Deus, pois a amizade é uma mescla de finito com infinito, ou seja, de Eterno com passageiro, por que a amizade não é posse e sim dom que precisa ser partilhado por isso sua base precisa estar ancorada em Deus.

Pense em pelo menos três amigos que tem… Creio que você precisaria de mais tempo, pois as lembranças até lhe trouxeram um sorriso, mas quero aqui lhe dizer uma grande benção e com isso desejo te levar a uma reflexão.

Jesus não te chama de servo, mas de amigo, ou seja, somos amigos de Deus, mas será que minha amizade com ele está crescente ou estacionada? Como tenho expressado minha amizade com Deus no cotidiano?

Se quando você lembrou de seus amigos e sorriu imagine Deus ao saber que seu amigo o vai procurar, e partilhar o que está vivendo ou ainda melhor buscando soluções ou direções em sua vida.

Nossos amigos são tesouros importantíssimos, mas não podemos esquecer que nosso maior amigo é aquele que se entregou numa cruz por nós.

Nossos amigos aqui nesta vida são importantes, mas a amizade com Deus é capaz de nos trazer grandes mudanças em nossa história, lembra dos apóstolos, o que a amizade com Jesus foi capaz de fazer com eles? Eles tiveram medo sim, mas Deus enviou o intercessor que os sustentou na caminhada.


É um caminho longo, e exige de nós confiança, mas

o conhecer é à base de tudo, não tem como amar sem conhecer, aí está Deus já nos conhece desde antes de nascermos e sabe cada passo que iremos dar, mesmo assim não nos aliena ou exige de nós nada além daquilo que nós podemos fazer, Ele apenas espera de nós que respondamos a uma pergunta? “Quereis ser meu amigo, ou do mundo!”.

Vivencie bem as amizades que tem, seja verdadeiro com este grande presente que Deus lhe deu, mas não se esqueça que o filho pródigo escolheu o mundo, mas quando voltou viu o tempo que tinha perdido e recomeçou do zero.

Se hoje você precisa recomeçar, seu grande amigo está lhe esperando ansioso para partilhar, e com muitas saudades de ti.

Amizade é um dom assim como o amor, no amor tudo se encerra e na amizade tudo se inicia.

Deus abençoe sua decisão.

Maurício Cataldo
Missionário da Comunidade Canção Nova

domingo, 6 de outubro de 2013

O QUE É MISSÃO PARA MIM.





Missão é uma aventura da fé em Deus,
É a paixão pela vida,
É um testemunho fiel e autêntico da vida cristã.

Missão é servir gratuitamente e generosamente,
É irradiação de amor,
É proclamar a verdade da fé.

Missão é profetizar,
É a defesa da vida e da dignidade dos seres humanos,
É opção preferencial pelos pobres.

Missão é semear os valores do Reino de Deus,
É edificar um mundo mais justo e mais fraterno,
É ressoar e vivenciar as virtudes evangélicas.

Missão é diálogo ecumênico,
É comunhão e partilha,
É ecologia, proteção e defesa da natureza. 



Missão é cantar a beleza da vida,
É torcer pelo um futuro melhor,
É incentivar as vocações: sacerdotais, missionárias e ministérios leigos.

Missão é levar o sabor e o charme da fé aos outros,
É tocar “um ritmo sagrado” que faz vibrar e dilatar os espíritos,
É o espalhamento do perfume de Jesus no mundo de hoje.

Pe Crispin de Jesus Missionário Xaveriano

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

O SACRAMENTO DO POTE VELHO




Acho que demorei muito tempo para entender o que é um sacramento ou ainda nada haver entendido! As possibilidades ficam em aberto! Mas só sei que perdi tempo demais buscando definições e considerações acerca do assunto, por sinal, definições já pré-estabelecida e determinada sem qualquer possibilidade para se deleitar no riacho da imaginação. Os catecismos sempre nos ensinaram desta maneira – ensinaram-nos somente agradecer sem questionar assunto qualquer que for! Insensatos catecismos que coagem nossa maneira de relacionar-se com o mistério!
Poderia ter me sido mais lúcido, para explicar-me que os sacramentos não se reduzem somente na perfeição (sete), mas que toda imperfeição é sinônimo de sacramentalidade ainda não percebido e significado. Tudo é sacramento! O universo é o sacramento mais perfeito de Deus! O homem é um sacramento em construção! A sua “sacra-virtude” depende unicamente de si!
Quantas coisas nesse meio tempo tornaram-se opacas por não serem cristalizadas no interior do homem. Pensei longe -, pensei quando morava ainda com minha família, meus pais e cinco irmãos, uma casa de barro e..., um pote que o papai e a mamãe ganharam de presente de casamento. No inicio era apenas um simples pote como tantos demais potes novos: um pescoço, duas orelhas, e uma barriga, mas com o passar do tempo ele também foi passando: uma orelha quebrou e seu corpo ficou sarnento..., mas de vinte anos passaram e, agora o pote não é mais um simples pote! Ele tornou-se um sacramento!
Nas minhas férias quando avisto aquele ilustre e magnífico sacramento, vejo águas guardadas no seu interior, bebo de uma fonte passada, guardada na história da minha simples família. Aquele pote, agora já velho, não revela somente que estamos ficando velhos! Ele reflete a imagem do papai chegando da roça e pescando um copo d’água; minha querida mãe cedinho enchendo suas entranhas com água morna do poço – a primeira do dia; madrugadas sem sono que pedia andar a esmo pelo corredor da casa... Aquele pote velho tornou-se algo que transcende; vai além de sua presença esturricada e quase destruída. Desdenha sobre si uma fotografia perdida na memória, mas ao ver e tocar seu rosto lânguido encontramos no fundo escuro uma gota d’água que deixa transparecer lindos rostos coloridos, ainda vivos e bem vivos! Ele tem uma história gravada; tem segredos que poucos conhecem! Ele tem vida! Vida de barro! Basta um sopro para ressuscitá-lo!
Suas finas paredes amedrontadas revelam minha senhora mãe fazendo café na matina escura e fria para meus irmãos de saída para o colégio. Agora ele não é um simples pote, é um tesouro digno de respeito e veneração. Não é um objeto opaco; ele tornou-se sujeito (sub-iectum), nos lembra Leonardo Boff, ele possui uma história – sem história ele era um simples pote como outro qualquer! É um pote/sujeito!
Ao vislumbrar seu corpo por fora vejo uma grande deformação feita pelo tempo, mas ao olhá-lo nas entrelinhas de seu ser me confronto com mais de vinte anos que já se foram. Nesta situação ele passa do imanente para o transcendente! Ai tudo fica transparente – tudo é diáfano!
Vez e outra quando a família se reúne nos reunimos sem querer ao redor dessa lembrança que virou sinônimo de grandes risadas. Um velho pote no canto daquela velha cozinha nos faz rir, coitado! Viu tantas coisas acontecerem! Momentos de eternas alegrias e infelicidades; a comunhão na hora de almoçar e de jantar; a comunhão de eternas estórias que o papai contava, que ia desde um tal de “engole pedras” até chegar em bruxas com poderes de sarar cortes de árvores com sua saliva. As estórias eram sempre as mesmas, porém a sensação de ouvi-las era sempre nova, nunca se esgotavam. Esgotava-se a noite e o sono nos arrastava madruga a dentro ao leme de cantos de grilos e bacuraus! Momentos assim são eternos! E ele o único a saber de tudo isso, pois, estava lá! Mesmo sem falar e ouvir ele conta uma história. O velho pote virou um ser dentre todos os outros objetos da casa que comunica. É uma imagem de coisas ausentes presentes! Um corpo vivo do nosso passado! “O passado escreveu Boff, é sacramento do presente. Sacramento é tudo, quando visto a partir e a luz de Deus: o mundo, o homem, cada coisa, sinal e símbolo do transcendente”.
O pote tornou-se um ser alado, voamos agarrados na sua orelha frágil de barro. Sua imagem é uma fotografia antiga fechada em uma mordaça que ao vê-la da vontade de chorar! Acho que devo concordar com a Adélia Prado quando diz que o que é bonito enche os olhos de lágrimas! O pote é bonito, logo... O velho pote virou um silogismo que enche os olhos de lágrimas; não é lógico, mas é real. A lógica não me faz chorar! No entanto é muito mais que isso! É um sacramento...
Evandro Aires de Carvalho

sábado, 21 de setembro de 2013

PEQUENAS MEMORIAS DA MINHA PEQUENA PRESENÇA NO PAÍS DAS FILIPINAS
Barulhos e batidas em compassos similares começo escutar vindo da rua, mas antes escutei o monótono sino das seis  que badala justamente quando o ponteiro do relógio marca seis horas todos os dias. Era quase noite, mas o ensurdecedor barulho persistia lá fora. Fui convidado a sair do meu quarto por uma coisa chamada curiosidade. Deixei de lado meus exercícios de inglês e sai a procura dos autores daquele som. Me aproximei, inclinei bem meus ouvidos  no rumo da rua,   foi quando uma lembrança repentina me veio através dos zunidos que já começa ficar familiar aos meus ouvidos: "Bate o sino pequenino sino de Belém, pam, pam pam, ...  para o nosso bem!" 
Espantado me contive, porque comecei a refletir sobre a conhecida musica, foi quando me dei conta: "Uma semana antecede o natal! Meus Deus como pude esquecer completamente deste tão importante fato... !" Abri o portão - pro meu espanto - crianças enchiam os lugares tanto na esquerda quanto na direita da rua cantando, tocando, e recordando os "esquecidos" que o Natal se aproximava com uma "Boa Nova". Me contive nas lágrimas, porque fiquei emocionado. Nunca tinha visto coisa tão bela. Uma rua cheia de crianças pobres entoando, - quase uma universal canção - mas com o coração cheio de riqueza que Jesus esta nascendo outra vez pra todos. 
Como de costume, aqui em Filipinas - decidi também seguir a tradição: levantava todos os dias três da madrugada para ir a missa (isso durante uma semana antes do natal). As vezes meio que dormindo seguia a batida rotineira, tão pesado pra mim - porque tinha que estudar no outro dia. Mas confesso com o coração emocionado que durante aqueles dias, uma só coisa resumiu aquela semana. Foi quando num dos dias,entrei  na igreja, sentei-me e comecei a revisar meus vizinhos da esquerda, da direita, e da frente,  então quase que acabando a revistoria costumeira, meus olhos topa uma mal trajada cena na minha frente: uma mulher com um bebe no colo. Seus rostos descrevia toda as suas vidas penadas. A missa tomou seu rumo, o menino começou a perambular de um lado para o outro como no Brasil até o momento do ofertório porque enfim dormiu. Mas a mulher continuou atenta aos coletores de oferta; abriu sua suja sacola colocou a mão bem no fundo, puxou um pequeno pedaço de papel amassado, desenrolou - ate a minha curiosa vista  e lentamente colocou vinte pesos no saco de oferta. O ultimo dinheiro daquela feia bolsa. Mas uma vez me coloquei fora de mim e comecei a chorar por dentro. Os evangelistas descreveram a respeito de uma pobre viúva, que colocou uma pequena moeda, mas que foi muito ao olhos de Deus,  porque ela ofertou a si própria. A mesma cena  um pouco diferente  vi se concretizar na frente dos meus olhos. Aquele fato resumiu meus critérios de egoísmo. Aprendi que devo ofertar minha vida a Deus ate mesmo quando não tenho nada pra ofertar. Quando não sei falar, quando não me expressar, quando não sei rezar...!

Querida Rita já se passou um ano, você esta certa. Aprendi  e estou aprendendo muita coisa neste meu novo lar, principalmente: tirar as sandálias! Ser humilde!
Agradeço do fundo do meu coração a presença de todos vocês na minha vida! Não arrependo-me de tê-los conhecido. Agora que o inglês se tornou mais fácil, pareço criança quando aprendeu a falar... fala, fala ate a mãe mandar calar a boca. Me sinto assim, mas ainda tenho muito que aprender. Durante esse ano que passou, eu praticamente me desliguei da minha cultura com o objetivo de adequar-me melhor principalmente à língua. Foi um ano muito doloroso e talvez ainda sinto algumas latejadas, vez e outra. Também tenho saudades de todos vocês. Tenho saudade das boas gargalhadas, das piadas sem graça, aquele cafezinho, enfim, tudo! Tomando distância conseguimos ver as coisas com mais sacralidade. Vocês são os sacramentos fixos na minha memória e no meu coração. 
Este texto acima  escrevi alguns meses aqui nas filipinas, uma semana antes do natal. Eu estava tão focado em aprender a língua que esqueci que era natal.  Miopia do desespero, pressão emocional! Estou superando pouco a pouco, mas ainda tem muita barreira para ser quebrada. reze por mim sempre.
Com o coração de filho,
Evandro (pra sempre poeta, pra sempre aprendiz, pra sempre caminhando, vivendo feliz, pra sempre buscando, pra sempre fugaz, pra sempre sonhando, onde a vida nos traz). 
(Por Evandro Aires de Carvalho o meu poeta querido)

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Sinto muita saudade!

"'A mais bonita lágrima é a da saudade, pois ela nasce de risos que já se foram, de sonhos que não se acabam e de lembranças que não se apagam"(desconheço o autor)

Saudade... como definir essa palavra que em si apresenta-se cheia de significado. Ao dizer que sinto saudade evoco o mais profundo dos meus sentimentos, pois sentir saudade é falar de amor, é falar da falta ou da ausência do amor.

Sinto saudade durante o dia, sinto saudade durante a noite, de muitas maneiras de tantos rostos que passaram, marcaram e que ficaram.
Os que passaram mostram a saudade doida pela incompreensão e pelas experiências negativas;
Os que marcaram deixam saudade pela grandiosidade do bem, ou pela profundidade da mágoa que dói na lembrança e no remorso da perda da oportunidade de crescer;
Os que ficaram, ah estes ficaram pela
imensidade de seus rostos que gravados no coração são a saudade boa, de trazer junto do peito o amor que foi recíproco ou roubado, mas que ora é amor ora é saudade.

Sinto muita saudade... 
José Matias Filho sx

terça-feira, 2 de julho de 2013

Consagração Missionária de Matias Filho



“E será luz para os homens, e serás como o sal da terra. E no mundo deserto abrirás uma nova estrada e por esta estrada vai, vai e não voltes para trás”.
José Matias dos Santos Filho fez a consagração religiosa e missionária com o voto por um ano e se comprometeu a viver a missão, castidade, pobreza e obediência. Contando com a graça e a misericórdia de Deus ele como tantos outros jovens espalhados pelos cinco continentes levam no coração o desejo de tornar Jesus conhecido e amado por todos os povos. Será sinal do amor e da fraternidade sonhada por Jesus o missionário do Pai para toda a humanidade. Decidido a continuar o caminho junto de Jesus, conhecê-lo cada vez mais, deixando arder o coração por sua palavra e pelo seu convite para missão. Ser missionário é o desejo do seu coração. Assim como São Francisco Xavier "Apóstolo do Oriente", jovem que deixou todo o sucesso ofertado pelas profissões do mundo, também ele tomou a mesma decisão, quer ser missionário. E o canto que seguia em seu coração em forma de prece ecoou alto para que todos nós pudéssemos ouvir: “Faça-se em mim segundo a tua palavra!” (Lc 1, 26-38).
A quem enviarei [...], e quem há de ir por nós?”Então digo: “Eis-me aqui, envia-me a mim!”(Is 6, 8).
Querido amigo Matias conte com nossas orações e nosso carinho!
Te amo
Em Cristo